Nesta quarta-feira, 10, o Jornal da Xodó entrevistou o senador e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Eduardo Amorim (PSDB). Aos âncoras Welder Ban e Eduardo Carvalho, Amorim declarou  que ao longo da sua trajetória política tem procurado agregar valores acadêmicos em prol de Sergipe. “Eu necessito me qualificar e me preparar para enfrentar os desafios que estão por vir. Estudei gestão pública, tributação, direito e jornalismo. Não gosto de nada inacabado e algumas vezes me sinto angustiado por ainda não ter concluído o curso de Comunicação Social”, observou.

Questionado a sobre a afinidade que mantém com a população do Baixo são Francisco, Eduardo Amorim destacou que apesar de não ter nascido na região, entende que é preciso potencializá-la. “O Baixo São Francisco abriga o rio da integração nacional e merece uma melhor. É preciso implantar uma universidade pública na região, levar empresas, potencializar aquela localidade. Em 2015 estive em Petrolina (PE), para visitar o pólo da Universidade do Vale São Francisco (Univasf) e continuo mantendo a ideia de implantar uma unidade educacional em Propriá. A universidade muda realidades”, salientou.

De origem humilde, Amorim ressaltou ter um projeto voltado à valorização da figura do feirante. “Minha origem foi na feira livre de Itabaiana. As feiras livres geram 100 mil empregos em Sergipe e assim apresentamos um projeto que valorize a profissão. Devemos lembrar que os shoppings center derivaram dessa atividade”, comentou.

Indagado como mudaria a educação caso a exercer o cargo de governador, o pré-candidato declarou que valorizaria o profissional e  melhor o ambiente oferecido aos estudantes e aos profissionais. “Antes de cobrar os professores devemos lhes proporcionar melhores condições de trabalho”, afirmou.

Ao comentar sobre o discurso que fez no Senado fazendo referências ao poeta e jurista sergipano, Tobias Barreto, Eduardo Amorim, disse que uma propositura de sua autoria visa reconhecer o heroísmo do notável. “A história de Tobias Barreto é a trajetória de uma vitorioso, sendo uma referência mundial, sobretudo pelo trabalho feito junto aos mais necessitados”, analisou.

Analisando a área de Segurança Eduardo declarou que “Sergipe é um estado pequeno que só possui nove entradas e saídas, se eu fosse o governador faria os bandidos temerem entrar aqui, reforçando essas barreiras e que  há jeito de se mudar essa realidade”. Já no tocante à reforma da Previdência, Amorim declarou que esta é injusta pois penaliza aqueles de menor poder aquisitivo. “Antes de se pensar em reforma da previdência, o governo deveria pensar em reforma tributária, uma vez que a população economicamente ativa acaba por deixar 40 % dos seus vencimentos em impostos. Entendo que em alguns momentos faz-se necessário rever metas, mas por entender que o aposentado, o trabalhador não deve pagar a conta do “rombo” da previdência já avisei ao meu partido de maneira antecipada que sou contra à reforma previdenciária”,   comentou.

Na área econômica, o senador afirmou que atualmente Sergipe não desfruta da situação de estabilidade financeira de outrora. “Nós estamos vivendo o momento mais crítico da nossa história. Mas é viável o resgate da auto estima, há jeito. A única mina de cloreto de potássio localiza-se aqui. O caminho a se trilhar é melhorar a arrecadação e gastar com responsabilidade”,  indicou.

No campo político e formações de chapa majoritária, Eduardo Amorim disse que não apoiaria o também senador Antonio Carlos Valadares (PSB), para entrar numa eventual disputa direta com o deputado federal André Moura (PSC). “Dificilmente isso aconteceria, não tenho essa pretensão. Eu não disputo nenhum cargo que  André for disputar”, afirmou.

 

Por Daniel Villas-Bôas

Da redação Xodó News

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