Durante o período do carnaval, as praias sergipanas, balneários e rios propícios ao banho costumam receber grande movimento, seja de turistas ou dos próprios anfitriões. A atividade de lazer, no entanto, requer atenção e precauções. Em Sergipe, as variações climáticas e alterações de mar têm tornado as praias mais perigosas do que o normal. A afirmação é do major Oliveira, do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBSE).

De acordo com o major, o perigo corresponde desde o trecho que compreende a praia da Coroa do Meio até a Praia do Viral, após o Mosqueiro – incluindo ainda a Praia da Costa, na Barra dos Coqueiros. “Essas praias estão com variação de profundidade, criando valas e valões que podem representar um risco de afogamento por causa da correnteza”, explica. “Em muitos casos, há uma corrente de retorno da água para o mar por dentro desses valões, que pode acabar arrastando um banhista”, alerta.

A instrução do major para os banhistas que se peguem nessa situação é nunca nadar para o ponto onde ele já estava. “Em uma atitude de desespero, muitos tentam nadar em direção ao local onde foi ‘puxado’, mas é justamente de lá que vem a correnteza. Toda vala é como um buraco, portanto, o indicado é nadar de forma perpendicular a correnteza, saindo lateralmente dessa vala e utilizando o impulso da própria onda”, indica.

Para evitar situações de pânicos e afogamentos, como no exemplo citado, a melhor dica a ser seguida pelo banhista é observar a profundidade. “Normalmente esses valões se formam na margem e, posterior a eles, têm águas rasas. O banhista, por vezes, passa por esse buraco, a maré vai subindo e quando ele vai retornar a areia acaba surpreendido com a nova profundidade daquele mesmo valão. Por isso sempre indicamos para manter a água na linha da cintura”, detalha o major.

Atenção em pontos turísticos mais distantes

As áreas balneárias bastante visitadas na região do Mosqueiro, como Croa do Goré, Ilha dos Namorados e Orla Pôr do Sol, segundo o major, não deixam de oferecer risco. Apesar de não registrar problemas como os das praias (valões), os banhistas devem ficar atentos. “Todo local de banho representa risco, principalmente pela presença de crianças. Nesses locais é preciso atenção com a profundidade, até porque, são regiões que começaram a ser povoadas recentemente e, por deficiência de efetivo, ainda não temos guarda estabelecida no local”, pontuou.

Efetivo no verão e ocorrências

De acordo com o major Oliveira, o baixo efetivo de bombeiros hoje em Sergipe impossibilita guarnições estabelecidas em diversas praias, mas ele reforça que o patrulhamento nessas regiões é rotineiro. “Nós analisamos o potencial de acidente de cada região e trabalhamos muito com a orientação dos banhistas, para minimizar os riscos. Fazemos um planejamento para que em épocas como essa, o pessoal de água (GMAR) esteja totalmente envolvido e distribuído no patrulhamento diário”, conclui. Por fim, o major lembrou que em caso de ocorrências como afogamentos, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado através do 193.

Fonte: Infonet

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