Na última sexta-feira (27), uma jovem lagartense de apenas 27 anos, faleceu após dar entrada em dois hospitais na região. O caso repercutiu nas redes sociais e na imprensa de todo estado, por conta de que familiares suspeitaram de negligência no atendimento médico. Os dois hospitais emitiram nota de esclarecimento à respeito do caso.

Nota do Hospital Dona Caçula

No dia 27 de abril, por volta das 08h00, deu entrada no Hospital Dona Caçula, em Riachão do Dantas, Jaqueline da Cruz, 27 anos, moradora do Bairro Estação, no município de Lagarto, após, segundo informações, passagem pela Maternidade Zacarias Junior e Hospital Universitário de Lagarto, relatando dores na região pélvica. Os procedimentos iniciais de pré-consulta pela equipe de enfermagem, conforme protocolo, foram realizados, a exemplo de aferição de pressão arterial, frequência, saturação, dentre outros.

Em seguida, procedeu-se com o atendimento médico, observando os aspectos referentes ao estado de saúde naquele momento. 

De acordo com informações colhidas, a paciente foi colocada em observação, com realização de interação medicamentosa a fim de estabilizar a saúde da mesma.
Jaqueline encontrava-se naquele momento acompanhada do seu cônjuge e, após efeito da medicação, relata melhora progressiva.

Cabe ressaltar que o Hospital Municipal de Riachão do Dantas é uma Unidade de Pequeno Porte, com objetivo de atendimento à urgências/emergências, assim como realiza estabilização de casos complicados até que os mesmos possam ser regulados e posteriormente atendimentos pelos profissionais médicos especialistas nos serviços ofertados pela Regional de nossa referência – Lagarto e/ou Unidades de Referência Estaduais.

No caso de Jaqueline, conforme conduta relatada em prontuário de rotina do Hospital, a mesma foi orientada – após período de estabilização e relatando diminuição expressiva da queixa – que procurasse serviço especializado a fim de proceder com exames complementares que pudessem melhorar o diagnóstico.

Por fim, é imprescindível destacar que a Prefeitura de Riachão do Dantas se solidariza com a família de Jaqueline nesse momento de dor, diante da partida física, ao tempo em que se coloca à disposição para a apuração e esclarecimento dos fatos por meio do IML.
Ademais, destaca a incongruência e desonestidade com que algumas pseudo-informações são colocadas, mostrando a insensibilidade em meio a um dos momentos mais cautelosos e de respeito com os quais entendemos que devam existir.

 

Nota do Hospital Universitário de Lagarto

O Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS), empenhado no propósito que possui de primar sempre pela postura ética dos seus profissionais e pela transparência nas suas comunicações, faz questão de prestar o seguinte esclarecimento, em razão de nota publicada na imprensa local dando conta de que teria existido recusa de atendimento a uma paciente na unidade hospitalar, na última sexta-feira pela manhã: 

1. Que o  SAMU foi acionado pelos familiares da paciente, orientando-os para que a levassem a uma outra unidade hospitalar, dada a existência de suspeita de gravidez – já que o HUL é especializado em Urgência e Emergência;

2. Que a paciente, ao chegar ao HUL na ambulância da unidade hospitalar de origem, foi verificado que a mesma não estava regulada – a regulação é o procedimento de aviso, obrigatório, que necessariamente deve acontecer entre os hospitais de que está havendo uma transferência, qual é o caso e se a unidade receptora tem condições de atendimento. Fato esse, crucial nesse caso, pois no dado momento a unidade hospitalar se encontrava superlotada;  

3. Que a profissional que acompanhou a paciente desde a unidade de origem não aguardou a enfermeira do HUL para passar o caso – como determina o protocolo quando da transferência de pacientes entre unidades hospitalares -, saindo em seguida e deixando a paciente na recepção do HUL;  

4. Que o médico plantonista do HUL foi comunicado da chegada da paciente, que por sua vez confirmou não ter sido avisado com antecedência da vinda da usuária – justamente pela inexistência, nesse caso, da regulação entre os hospitais;

5. Que diante dessa situação e considerando que o médico estava em um atendimento de urgência, a recepção do HUL imediatamente comunicou à familiar da paciente que ela seria avaliada logo em seguida;

6. Que ao ser informada, a usuária, por decisão familiar, resolveu procurar outra unidade hospitalar;

7. Enfim, que o Hospital Universitário, em solidariedade à família da paciente e ciente das responsabilidades que possui em prestar um atendimento de qualidade em favor da população de Lagarto e região, lamenta o que aconteceu com a mesma, estando ciente de que em momento algum negligenciou, não foi receptivo ou deixou de prestar atendimento por falta de profissional em suas dependências.

Com informações das Assessorias 

4 COMENTÁRIOS

  1. A ENFERMEIRA NÃO SEGUIU O PROTOCOLO? DE QUE VALE UM PROTOCOLO DIANTE DE UM PACIENTE QUE ESTÁ MAL COM FORTES DORES, ENTÃO É ASSIM NÃO ATENDE PORQUE NÃO EXISTIU O PROTOCOLO ENTRE AS DUAS UNIDADES? ORA FAÇA-ME O FAVOR ESTE HOSPITAL DE LAGARTO CONTINUA A MESMA COISA E SE ALGUÉM TREM DÚVIDAS É SÓ FICAR LÁ NA RECEPÇÃO SENTADO UM TEMPINHO QUE VAI VER COMO É, INFELIZMENTE A SAÚDE PUBLICA ESTÁ FALIDA E COITADO DE NÓS QUE PRECISAMOS DOS SERVIÇOS.

  2. Infelizmente depois que a universidade pegou o Hospital ficou pior pura burocracia agora quem está morrendo tem que prever e a data? P poderem regular? Mais humanização faculdadizinha

  3. Ou seja quem perdeu a vida foi ela vcs tem que ter mais sensibilidades com os pacientes os funcionários mal educados o atendimento de vcs tem que melhorar bastante e que Deus possa conforta a família de mais uma vítima das negligência desse país corrupto.

  4. O HUL ainda não está totalmente federalização, pois foram convocados menos da metade dos que passaram no concurso. Pois para que se tenha um atendimento humanizado, se faz necessário equipamentos e profissionais suficientes para atender a demanda . Sem precisar ficar ninguém nos corredores.

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