O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma) formalizou uma denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) contra a Prefeitura da capital. O sindicato afirma a existência de um número alto de supostos servidores fantasmas na atual gestão.

Por cerca de uma hora, diretores do sindicato prestaram depoimento aos promotores do Patrimônio Público e Ordem Tributária. O presidente do Sepuma, Nivaldo Fernandes, diz que alguns funcionários fantasmas foram registrados em cargo comissionado em 2011, na outra gestão do prefeito Edvaldo Nogueira.

“É uma afronta, um deboche, o que estão fazendo com o dinheiro do contribuinte. Trouxemos a questão da secretaria de governo, que em 2017 tinham mais de 200 pessoas nomeadas. Nem que tivesse oito turnos acomodaria todo esse pessoal trabalhando. Também tem uma questão na Controladora Geral e na Secretaria da Saúde, que em 2017 mantinha 311 cargos comissionados, mas de 250 era de auxiliar de gabinete”, denuncia Nivaldo.

Nos próximos 15 dias, o presidente disse que vai retornar ao MPE com mais informações de outras secretarias. “Viemos informar que foi aberto um inquérito civil e não temos dúvida que o Ministério Público não terá dificuldade de investigar. Se forçar um pouco mais vamos chegar, inclusive, à Emsurb e Emurb”, observa.

Por nota, a Prefeitura de Aracaju disse que as acusações são levianas e desde 2017 tem adotado medidas para enxugar a máquina pública, como a diminuição de cargos comissionados. Segundo a nota, no gabinete do prefeito Edvaldo Nogueira, no qual foi identificada a existência de 300 cargos em janeiro de 2017, o número foi reduzido para 20 funcionários, que cumprem carga horária de trabalho, diariamente. O texto segue dizendo que “a atual administração age com total transparência, apresentando documentações sempre que solicitadas e atendendo as recomendações dentro dos prazos estabelecidos”.

Operação Caça-fantasmas

O Ministério Público e a Policia Civil já investigam a existência de supostos funcionários fantasmas desde o fim da gestão passada. Gestores e ex-funcionários foram denunciados à Justiça, mas outras denuncias poderão ser ajuizadas. Agora, o MP vai iniciar diligencias pra verificar se as novas denuncias têm fundamento.

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