Um caminho improvável, uma reversão de pena rara, mas ainda há um último fio de esperança para que Paolo Guerrero dispute a Copa do Mundo da Rússia. A possibilidade é um recurso no Tribunal Federal Suíço, como questão de ordem pública, com o objetivo de anular a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Nada, porém, será decidido antes de a fundamentação da punição ser apresentada.

O atacante peruano e seus advogados aguardam para os próximos dias os argumentos que levaram aos 14 meses de suspensão pelo caso de doping. A partir daí, será decidido se é viável esta última cartada na Justiça da Suíça. Há precedentes que apontam para o sucesso desta empreitada, mas são raros.

Ainda nesta terça, Guerrero foi recebido pelo presidente do Peru, Martin Vizcarra, que declarou publicamente solidariedade e reprovou a decisão do TAS. Durante o encontro, o político prometeu ainda não medir esforços dentro de sua esfera para que o atacante tenha sua situação revista.

A tendência é de que Paolo Guerrero não se pronuncie mais publicamente enquanto o documento não for divulgado. O jogador do Flamengo chegou nesta terça-feira a Lima, no Peru, onde se refaz do baque pela punição juntamente da namorada, amigos e familiares. No desembarque, disse que “estão acontecendo muitas coisas estranhas”.

Guerrero tomou chá em duas oportunidades no dia da contaminação:

Primeiro, lacrado, em espaço para refeições da seleção peruana acompanhado de nutricionista

Depois, servido já no fervido, em espaço destinado pela Federação para receber familiares

Paolo questionou a postura da Federação Peruana de Futebol e do hotel onde a seleção fica hospedada, local do consumo do chá que resultou no teste positivo para a substância benzoilecgonina. Na ocasião, antes do duelo com a Argentina pelas eliminatórias para Copa do Mundo, em Buenos Aires, o jogador consumiu em duas oportunidades chá de anis.

Na primeira, em um saguão reservado para a delegação da seleção e por orientação da nutricionista, a bebida foi servida em sachê lacrado e conferido por Guerrero. Pouco depois, já em um ambiente determinado para visita de familiares e amigos, o chá foi servido já fervido no bule. Este seria o momento da contaminação.

A expectativa é de que a fundamentação do TAS indique leve negligência de Guerrero, que poderia ter questionado quando recebeu o líquido neste segundo momento. Com o documento em mãos, será definido se será feita uma última tentativa ou se o peruano terá que se resignar em ver seu país disputar a Copa pela televisão.

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