protesto de caminhoneiros, contrários ao aumento do preço do óleo diesel, segue pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (24).

Companhias que administram ônibus de transporte público relatam que há falta de combustível e, por isso, ônibus não irão circular com 100% da frota nas ruas das cidades do país.

Supermercados e farmácias também informaram a falta de mercadoria, além de aeroportos estarem em alerta por, possivelmente, não terem combustível suficiente para as aeronaves decolarem. Estes são alguns dos reflexos por todo o país.

Como consequência, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na quarta-feira (23) uma redução no preço do diesel por 15 dias. O valor ainda será reduzido em 10%, a partir de hoje. Na prática, a redução deve significar um desconto de até R$ 0,25 por litro. Depois do prazo, a gigante estatal irá retomar gradualmente a política de preços normal — a diminuição de preço não vale para a gasolina.

Ontem, ao menos 22 Estados mais o Distrito Federal registraram diversos pontos de bloqueio dos caminhoneiros nas estadaso, como represália ao preço do diesel.

Veja o que já foi afetado pelo protesto dos caminhoneiros

A ABCAM (Associação Brasileira de Caminhoneiros) é a responsável por encabeçar os protestos de caminhoneiros pelo país. O presidente da entidade, José da Fonseca Lopes, pediu a continuidade das manifestações. “A entidade pede firmeza nos protestos”.

São Paulo

Na manhã desta quinta-feira (24), a Prefeitura de São Paulo informou que o abastecimento do sistema municipal de transporte será afetado pela falta de combustível. Sem o abastecimento, a pasta disse que 40% da frota de ônibus da capital paulista não iria circular hoje. Porém, hoje de manhã, 96% da frota estava nas ruas.

Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos até agora não registram problemas técnicos relacionados ao protesto. Ontem à noite, Congonhas recebeu uma carga extra de combustível, o que garante todos os voos nesta quinta-feira (24).

As principais rodovias que cortam o Estado apresentam pontos de congestionamento nesta quinta. A rodovia Régis Bittencourt registrava 21 km de congestionamento por volta de 7h25. São eles: do km 382 ao 386, do km 284 ao 280, do km 277 ao 280, do km 471 ao 477, do km 478 ao 477, do km 70 ao 67.

No mesmo horário, a rodovia dos Imigrantes estava interditada do km 22 ao 24, sentido litoral paulista, bem como do km 21 ao 20, sentido São Paulo. Já a rodovia Anchieta, havia lentidão do km 55 ao km 40, sentido São Paulo.

Rio de Janeiro

A paralisação dos caminhoneiros provoca falta de combustível no Estado do Rio de Janeiro. A circulação dos ônibus da capital fluminense está ameaçada, por exemplo. A rodovia Nova Dutra, ligação entre SP-RJ, registra diversos pontos: do km 222 ao 224, do km 227 ao 229, do km 130 ao 130, do km 92 ao 92 e do km 227 e 229.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o dia é marcado pelo clima acirrado em vários pontos de manifestação. Já são mais de 15 municípios que estão sem combustível nos postos, segundo o Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul).

Entre os municípios estão: Três Coroas, Igrejinha, Erechim, Torres, Canguçu, Pelotas, Osório, Uruguaiana, Bagé, Encantando, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Santa Vitória do Palmar. Essa última, inclusive, decretou estado de calamidade pública.

Paraíba

A manhã desta quinta-feira (24) começou com longas filas de veículos nos postos de combustíveis do Estado da Paraíba. Por conta disso, 30% dos estabelecimentos já fecharam as portas porque não têm nenhum tipo de combustíveis. Apenas 20% dos postos ainda têm todos os combustíveis em todo o Estado. Conforme levantamento da PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Paraíba registra 10 pontos de bloqueios em rodovias federais por conta da manifestação.

Santa Catarina

O protesto dos caminhoneiros tem causado reflexos em Santa Catarina: falta de combustível foi sentida em postos de gasolina, além de supermercados relatarem falta de hortifrúti e carne. Em Florianópolis, capital do Estado, a frota de mais de 500 ônibus ainda não foi afetada, mas com a falta de combustíveis nas bombas a expectativa é de que o setor também sofra com a paralisação.

Mato Grosso

Cidades como Diamantino, Paranatinga, Tapurah e Tangará da Serra confirmam a falta de combustíveis. No Estado do Mato Grosso, já são diversos pontos de bloqueio dos caminhoneiros em estradas, o que impede a circulação de carretas e caminhões que fazem o abastecimento de supemercados nos municípios. Outra preocupação é com o fornecimento de gás de cozinha, cujo transporte também depende de caminhões. Em algumas cidades do interior já falta gás desde esta terça-feira (22).

Goiás

Um relatório da Infraero desta quarta-feira (23/5) mostra que o aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, só tem combustível até amanhã (25). As cidades de Teresina, Campo Grande, Ilhéus, Foz do Iguaçu e Londrina também estão com a mesma previsão de estoque por conta da greve dos caminhoneiros.

A AGOS (Associação Goiana de Supermercados) se posicionou por meio de nota dizendo que identificou estabelecimentos que já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, e que isso poderá se estender para todo o Estado nos próximos dias, “se algo não for feito”.

Distrito Federal

Uma aeronave da companhia TAP Air, com destino a Lisboa, capital de Portugal, teve de desviar o trajeto inicial para o Aeroporto Internacional de Salvador (SSA) para abastecer antes de seguir viagem. O Aeroporto de Brasília trabalha com contingenciamento de Querosene de Aviação devido aos bloqueios nas rodovias que impedem os caminhões com o produto de alcançarem o DF.

 

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