Cerca de 500 médicos do município de Aracaju entraram em greve nesta segunda-feira, 4. A partir de hoje, 43 unidades básicas de saúde e os dois centros de especialidades da capital estão com os serviços comprometidos. Apenas situações de urgência e emergências estão sendo atendidas.

De acordo com João Augusto, presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), a classe está lutando por reajuste salarial e pela implantação de uma tabela única para todos os servidores da categoria. “A prefeitura não quis efetivamente negociar o reajuste, nem cumprir o acordo de agosto do ano passado, quando tivemos uma reunião para evitar uma greve”, explicou. “Iam nos dar uma proposta de como implementar a tabela única porque na Prefeitura de Aracaju existem diferenças salariais entre médicos”, alegou. Segundo João Augusto, a proposta seria lançada em janeiro e implementada no decorrer da atual gestão.

Além do problema dos salários, a classe também reclama sobre a contratação de médicos via pessoa jurídica (PJ) ao invés da realização de concurso público.

A prefeitura de Aracaju se manifestou através de nota, informando que, na última segunda-feira, 28, os representantes do Sindimed foram recebidos na sede da Prefeitura Municipal de Aracaju para conversar sobre reajustes. “Durante o encontro, a secretária da SMS, Waneska Barboza, reforçou que só poderia planejar reajustes salariais após a análise do balanço financeiro municipal do quadrimestre, feito pela Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz), pois é com base nesse levantamento que a gestão calcula a capacidade de ampliações ou necessidade de contenções nos meses subsequentes deste ano”, diz a nota.

A PMA acrescenta que nesta semana sindicatos serão convocados para iniciar as negociações salariais.

A nota também explica sobre a contratação de médicos via PJ: “A SMS informa que está estudando o caso e que nada foi definido ainda. Porém, caso venha a ser colocada em prática, a decisão não descumprirá nenhuma legislação que rege a administração pública”. E continua: “A SMS reforça que todas as medidas tomadas pela gestão têm como objetivo final a continuidade dos serviços prestados aos usuários, e que a ideia de implementar PJ’s no SUS de Aracaju só surgiu porque os próprios médicos selecionados no último PSS não compareceram, ou pediram desligamento com pouco tempo de atuação. Outro detalhe importante é que o problema de não preenchimento das vagas via PSS ocorreu exclusivamente com a classe médica”, finaliza.

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