O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que vai assinar nesta quarta-feira (13) o edital de um concurso para 500 vagas na Polícia Federal.

“Hoje estarei assinando edital que vai abrir o concurso 500 vagas para Polícia Federal”, disse Jungmann em entrevista coletiva.

De acordo com o ministro, as vagas serão distribuídas da seguinte maneira:

  • 150 delegados
  • 60 peritos criminais
  • 180 agentes
  • 80 escrivães
  • 30 papiloscopistas

Jungmann já havia anunciado, em fevereiro, que o governo realizaria o concurso para aumentar o quadro da PF. Na ocasião, ele tinha acabado de assumir a recém criada pasta da Segurança Pública. O concurso faz parte da estratégia do ministério de fortalecer o combate ao crime no país.

Ministério definitivo

Durante a entrevista, Jungmann afirmou que deve ser votada nesta quarta na Câmara dos Deputados a medida provisória que criou o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, assinada pelo governo em fevereiro.

De acordo com Jungmann, será retirado o termo “extraordinário” do nome da pasta, que se tornará definitiva. O ministro explicou que uma emenda modificando o texto da MP fará essa alteração.

“Ainda hoje deve estar sendo votado na Câmara Federal a medida provisória que torna o Ministério Extraordinário de Segurança Pública lei, ou seja, institucionaliza o Ministério da Segurança Pública pela primeira vez na história das Constituições brasileiras”, disse o ministro.

“Por sugestão do relator, acatada pelo governo, o ministério terá retirado o nome ‘extraordinário’, passando a ser portanto um ministério permanente, um ministério regular, que integrará como os demais ministérios a estrutura do governo federal”, completou.

Jungmann afirmou que acredita que o próximo presidente da República vai manter a pasta.

“Quem for o futuro presidente do Brasil, não vai passar a borracha nesse ministério, porque ele é uma exigência que brasileiros e brasileiras fazem em termos de segurança pública”, disse Jungmann.

O ministro afirmou que a MP também vai autorizar as criações do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos em Segurança Pública e da Escola Nacional de Segurança Pública e Inteligência.

Intervenção

Jungmann fez durante a coletiva uma avaliação os trabalhos da intervenção federal no Rio de Janeiro. Ele classificou como “fast food” a formação que muitos estados oferecem às polícias.

Segundo o ministro, no Rio de Janeiro existem policiais que deram apenas “doze, treze tiros” durante a formação policial, o que mostra que os cursos, na opinião do ministro, entregam policiais despreparados para enfrentar o crime organizado.

“Não é o caso só do Rio de Janeiro. Você chegou a ter casos em que um estado fazia a formação policial em três meses. É uma formação fast food, por assim dizer. De fato, é muito precário”, afirmou.

Para Jungmann, a formação das polícias não é o único desafio da intervenção no Rio. O ministro reconhece que, apesar de ter quatro meses de intervenção, a ação do crime organizado, ocorrências de bala perdida e ação das milícias ainda fazem parte do cotidiano carioca.

O ministro acredita que a troca de comando, a reestruturação das polícias e o investimento em equipamentos são os primeiros passos para uma mudança. Ele reconheceu que ainda há trabalho a ser realizado.

“Nós continuamos tendo agressividade do crime organizado, nós temos tiroteios, nós temos ainda influência das milícias, balas perdidas, isso faz parte do noticiário”, avaliou.

Caso Marielle

Sobre a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta a tiros em março, Jungmann declarou que há uma evolução da investigação.

“Eu acredito que eles estão num caminho de encontrar as provas. Há um indicio muito forte de que nesse crime mandante e executor têm relação com as milícias”, declarou.

“Temos que ter um pouco mais de paciência. Temos total interesse que esse caso seja elucidado”, disse.

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