MOSCOU – Quem vai ser o melhor jogador da Copa? O Mundial da Rússia vai chegando ao fim sem uma resposta inquestionável para a pergunta. Com 62 dos 64 jogos já disputados, só mesmo a disputa do terceiro lugar e a final para mudar um panorama que não teve grandes equipes, nem tantos craques assim.

O melhor jogador do Mundial, provavelmente, será escolhido muito mais por picos de desempenho em alguns jogos do que por uma incrível regularidade de bons jogos. E dificilmente será alguém de fora deste grupo de cinco atletas, que tem a trajetória relembrada e analisada pelo EXTRA.

OS FAVORITOS

Mbappé (França)

Provavelmente, o jovem Mbappé, do PSG e da seleção francesa, começará a final como o craque do torneio. O que ele e a seleção francesa fizerem a partir do apito inicial definirá se ele mantém o posto ou perde para outro. Se a França conquistar o bicampeonato, dificilmente outro será escolhido para o posto. Mbappé é um destaque solitário em um time que teve Griezmann e Pogba bem mais discretos até aqui e Kanté, um volante, como jogador mais regular.

Regularidade, aliás, não foi o forte de Mbappé. O jogador foi mal contra a Austrália, na estreia, mas apareceu bem no jogo seguinte, contra o Peru. Fez uma discreta participação, saindo do banco, no chatíssimo confronto com a Dinamarca. Nas oitavas, porém, teve a melhor atuação de um jogador na Copa, justo contra a Argentina de Messi. Voltou a “ser normal” contra o Uruguai, mas foi muito competente na semifinal contra a Bélgica, inclusive com o lance mais plástico do jogo, um passe incrível de calcanhar para Giroud.

Como ele foi?

x Austrália: mal

x Peru: bem

x Dinamarca: na média

x Argentina: fantástico

x Uruguai: na média

x Bélgica: bem

3 gols

0 assistências

Média de notas:

O Globo: 7,3

The Guardian: 7,2

Modric (Croácia)

Símbolo e grande craque desta heroica Croácia que chega à final, o meia do Real Madrid tem grandes chances de ser eleito o jogador número um do torneio em caso de título de sua seleção. Se a Croácia surpreender o mundo ainda mais, até por representar o craque em um time de operários, Modric vira favorito, muito por ser o cérebro em meio a um time limitado.

Modric liderou a estreia da Croácia na tranquila vitória contra a Nigéria. No 3 a 0 contra a Argentina, fez seu grande jogo na Copa. Começou no banco, mas entrou discretamente no enfadonho jogo contra a Islândia. O que pode tirar a eleição de Modric é justamente o desempenho nas oitavas e nas quartas de final. Mesmo superior, a Croácia não venceu Dinamarca e Rússia no tempo normal, nem na prorrogação, e muito por conta do sumiço de seu camisa 10, que até errou um pênalti no temoo extra contra os dinamarqueses. Contra os donos da casa, foi melhor, mas não o suficiente. Diante da Inglaterra, um ótimo jogo. Mas não foi o craque em campo, feito do companheiro Perisic.

Como ele foi?

x Nigéria: bem

x Argentina: fantástico

x Islândia: na média

x Dinamarca: mal

x Rússia: na média

x Inglaterra: bem

Média de notas:

O Globo: 7

The Guardian: 8

2 gols

1 assistência

PODE SURPREENDER

Hazard (Bélgica)

Não seria inédito a Fifa premiar alguém de fora da final como melhor da Copa. Um exemplo, não muito distante foi em 2010, na África do Sul, quando o uruguaio Diego Fórlan ficou com a honra. Se França e Croácia for um jogo ruim, sem destaques individuais, quem pode surpreender é o belga Hazard. O meia do Chelsea foi o melhor e mais regular jogador da tríade que forma com Lukaku e De Bruyne. Mais discreto contra o Brasil, é, talvez, o jogador que jogou mais partidas em alto nível na Rússia.

Hazard não se fez de rogado e aproveitou a fragilidade dos adversários na primeira fase para construir seu nome logo nos dois primeiros jogos. Só foi mal quando entrou no segundo tempo contra a Inglaterra, em jogo que não valia nada. Melhor em campo na virada nas oitavas contra o Japão, infernizou Fagner nas quartas contra o Brasil e, na derrota para a França, foi o único belga que se salvou. Se estivesse na final, era mais favorito que Mbappé.

Como ele foi?

x Panamá: bem

x Tunísia: fantástico

x Inglaterra: mal

x Japão: bem

x Brasil: bem

x França: bem

2 gols

2 assistência

Média de notas:

O Globo: 7,3

The Guardian: 8,2

AZARÕES

Harry Kane (Inglaterra)

Seis gols em quatro jogos na Copa não é para qualquer um. Foi o que conseguiu Harry Kane, em um começo fantástico de Mundial. Artilheiro isolado, deve ficar com a chuteira de ouro da Copa, e é só nela que mora sua chance de ser o melhor da competição. A partir das quartas, Kane não só foi discreto, como foi mal nas partidas. Contra a Croácia, perdeu a chance que daria a oportunidade da Inglaterra fazer 2 a 0 e, quem sabe, matar a partida.

Como ele foi?

x Tunísia: fantástico

x Panamá: fantástico

x Bélgica: não jogou

x Colômbia: na média

x Suécia: mal

x Croácia: mal

6 gols

0 assistências

Média de notas:

O Globo: 7,2

The Guardian: 7,4

Mandzukic (Croácia)

Tire sua cara de surpresa ao ver o atacante croata de 32 anos nesta lista de candidatos a melhor da Copa e imagine a cena: depois de decidir uma semifinal na prorrogação, Mandzukic faz o gol do título croata da Copa do Mundo, sendo o herói do último e do penúltimo jogo. Pois bem, moram aí as chances dele ser o craque da Copa, ainda mais se Modric, seu companheiro de equipe, não jogar bem na finalíssima.

Pra além do gol na semifinal, o camisa 17 tem feito boas partidas no Mundial. Fez dois competentes jogos de primeira fase, foi um lutador no jogo contra a Rússia e herói contra a Inglaterra. A Croácia não chegaria até aqui sem ele.

Como foi?

x Nigéria: bem

x Argentina: bem

x Islândia: não jogou

x Dinamarca: na média

x Rússia: bem

x Inglaterra: bem

2 gols

1 assistência

Média de notas

O Globo: 7,1

The Guardian: 7,4

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