Em Sergipe, 194 pacientes estão na fila aguardando uma de córnea, segundo a Central de Transplantes do estado. Para diminuir o tempo de espera, a solução pode estar na conscientização pela doação de um órgão que pode melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

 

O coordenador da central, Benito Fernandez, explica que no caso de uma córnea a retirada do doador pode ser feita até seis horas da parada cardiorrespiratória. Segundo ele, nos últimos anos houve uma melhorar no número desse tipo de doação.

“É um tipo mais simples, porque já pode ser feita quando a pessoa já está com o coração parado. Além disso, a córnea pode ser captada no IML, no necrotério e até mesmo na residência, desde que se tenha a autorização do cônjuge ou parente de até segundo grau”, afirma Benito.

No caso da doação de coração, Sergipe tem uma pessoa à espera e no Brasil são mais de 32 mil pessoas. “Isso é muito preocupante e qualquer um pode precisar de um transplante. Hoje, a hipertensão e o diabetes são as doenças que mais causam a insuficiência renal crônica. A gente precisa fazer o alerta sobre a importância deste ato de amor”, afirma.

Sergipe faz apenas dois tipos de transplantes, córnea e coração, mas as doações de outros órgãos servem para todos os tipos. “As vezes a família tem desejo de doar todos os órgãos, mas infelizmente não temos mais como captar, porque já passou do período”, observa, completando que são 4h entre a retirada do corção e o implante.

Apesar do aumento nas doações, a Central ainda considera uma reação tímida. No ano de 2014 foram 132 doações, pulou para 165 em 2016 e até agora foram realizados 152 transplantes.

Para celebrar o ‘Dia Nacional da Doação de Órgão’, que é lembrado no dia 27 de setembro, a Central de Transplantes de Sergipe está com a campanha ‘Seja você também um herói. Mais informações na Central de Transplante funciona no anexo do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) através do número (79) 3259-2899.

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