A ciclovia recém-construída, como parte das obras de urbanização da nova orla no bairro Porto Dantas, zona Norte de Aracaju (SE), já apresenta problemas estruturais. Entregue há cerca de seis meses, em abril deste ano, parte dela já aparenta deterioração.

A reclamação é da ONG Ciclo Urbano, que enviou imagens mostrando a situação da ciclovia. Segundo Waldson Costa, um dos representantes da organização, vários ciclistas correm o risco diário de se envolver em acidentes por conta de buracos e rachaduras existentes no local.

“Você vê o problema logo na avenida que vai em direção à ponte que divide Aracaju e Socorro, onde foi feita toda a readequação, e também na calçada que passa na Avenida Tancredo Campos. O ciclista tem que desviar de buracos e muitos até sofrem queda, isto está gerando insegurança viária. Há problemas também nas rampas de acesso, pontos de ônibus, e outros equipamentos”, afirma o ciclista.

A obra de reurbanização do bairro, iniciada há pouco mais de um ano por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Companhia Estadual de Obras Públicas (Cehop), contemplou a revitalização da região com a construção de conjunto habitacional para famílias que estavam em construções irregulares, o alargamento da Avenida Euclides Figueiredo, além de áreas de lazer e ciclovia. Um investimento da ordem de R$ 23 milhões, do Programa de Infraestrutura e da Mobilidade Urbana  (Pró Transporte).

“Mal foi entregue e já percebemos falha na execução do projeto. O material utilizado não está apresentando durabilidade que a infraestrutura necessita, como acontece em ciclovias de outras áreas da cidade. O que serviria para diminuir o conflito de uso do espaço entre os modais, está tendo efeito reverso. Isto é um dos motivos que motiva o ciclista a procurar moto, ônibus, carro o que gera os problemas no trânsito”, ressalta Waldson Costa.

A ciclovia atende a grande demanda de ciclistas que passam pelo local diariamente, a maioria vindo do conjunto Marcos Freire e do Complexo Taiçoca, em Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana da capital. “Já entramos em contato com o governo, mas não obtivemos resposta”, completa o representante.

A assessoria de comunicação da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTT), informou que a obra, por ser recente, ainda está na garantia do serviço e, portanto, é de responsabilidade da Seinfra. A reportagem também tentou contato com a assessoria da Seinfra, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

 

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