A Justiça decretou o bloqueio de bens do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e de outros 12 denunciados na Operação Quadro Negro. A decisão foi assinada em 11 de outubro pelo juiz Eduardo Bana, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, mas só foi divulgada nesta terça-feira (23).

Veja até quanto a Justiça determinou para ser bloqueado:

Carlos Alberto Richa: R$ 27 milhões;
Edmundo Rodrigues da Veiga Neto: R$ 27 milhões;
Eduardo Lopes de Souza: R$ 16 milhões;
Evandro Machado: R$ 16 milhões;
Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani: R$ 27 milhões;
Marilane Aparecida Fermino da Silva: R$ 16 milhões;
Maurício Jandói Fanini Antonio: R$ 16 milhões;
Plauto Miró Guimarães Filho: R$ 27 milhões;
Tatiane de Souza: R$ 16 milhões;
Valdir Luiz Rossoni: R$ 27 milhões;
Valor Construtora e Serviços Ambientais – EIRELI: R$ 16 milhões;
Vanessa Domingues de Oliveira: R$ 16 milhões;
Viviane Lopes de Souza: R$ 16 milhões.

A decisão de Bana não especifica o quanto foi bloqueado de cada investigado.

Operação Quadro Negro

Operação Quadro Negro investiga desvios de verbas públicas de escolas sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação.

Todos que tiveram os bens bloqueados foram denunciados em ação de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Paraná. O bloqueio de bens considera eventual dano material, dano moral coletivo e multa civil.

“A partir dos documentos que acompanham a petição inicial, observa-se que eles ou tiveram participação na aparente fraude, inclusive por meio de função pública, ou atuaram na tentativa de ocultar bens”, disse o juiz Eduardo Lourenço Bana no despacho.

A assessoria do ex-governador Beto Richa, disse em nota que a defesa só irá se manifestar no processo.

Plauto Miró, por meio da assessoria, também se posicionou por nota: “O Deputado Plauto Miró já prestou os devidos esclarecimentos sobre o assunto para o Ministério Público, e somente se manifestará sobre o fato perante o Poder Judiciário, quando for oficialmente intimado para tanto”.

A defesa de Eduardo Lopes de Souza informou que só vai se pronunciar após ter acesso aos autos.

O advogado de Valdir Rossoni, Cid Campelo, afirmou que o cliente “não foi citado dos termos da ação e do despacho. Quando isso acontecer vai pedir a revogação pois não cometeu nenhum ato de improbidade administrativa”.

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