Obra de revitalização e infraestrutura turística da Barragem de Lagarto está paralisada

Como se trata de uma obra de grande envergadura e aporte financeiro (orçado em aproximadamente 10 milhões) foi decidido, no planejamento, executar em 3 ou 4 etapas

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A Barragem Dionísio de Araújo Machado, em Lagarto/SE foi construída e finalizada na década de 80, pelo então Governador da época, João Alves Filho, através do Projeto Chapéu de Couro, que era voltado para irrigação agrícola no perímetro irrigado do Piauí e teve o propósito de amenizar os impactos da estiagem na região.

Além disso, em razão da carência de espaços de lazer no município, a Barragem Dionísio Machado se transformou num lugar de visitação e entretenimento para a população de Lagarto e região, surgindo, a partir daí, um potencial turístico para ser explorado. Ao longo dos anos, houve várias pequenas ações feitas pelo município para melhorar o aspecto no local, mas nada igual a uma grande intervenção projetada para atender de forma estruturada os visitantes e turistas.

Em 2013, na gestão do ex-prefeito, Lila Fraga, o Deputado Federal Fábio Reis (PMDB-SE) destinou recursos na ordem de 2 milhões de reais via Ministério do Turismo para construção da tão sonhada orla da BDAM.

Por se tratar de uma propriedade pertencente a Governo do Estado/COHIDRO, foi decidido que o proponente* fosse o próprio Governo, por também ter mais condições e estrutura para tal. Sendo assim, coube a Prefeitura de Lagarto por meio da SEMICT e SENDURB, fazer o projeto básico/estrutural do investimento.

Este, talvez, tenha sido o papel mais importante do processo, pois sem o projeto, nada poderia ser realizado. E assim foi feito!

A Prefeitura de Lagarto, na época, contratou a competente empresa LJ Engenharia Saneamento e Meio Ambiente Ltda. com know how na área ambiental. Esta empresa juntamente com a Prefeitura desenvolveram um belo projeto arquitetônico e estrutural, viável, funcional e de acordo com as normas ambientais. Tanto foi que os órgãos competentes e exigentes como ADEMA, por exemplo, aprovaram sem restrições.

Uma das preocupações e desafios, lembro-me, como ex-secretário municipal e um dos responsáveis pela revitalização , foi criar um projeto que também preservasse o meio ambiente. Para tanto, reservamos área de APP, espaço para educação ambiental e estação de tratamento para dar o devido fim, aos dejetos gerados ali.

Passados todos processos burocráticos, as obras iniciaram-se em meados de julho de 2015 pela Construtora Tavares Mendonça. Como se trata de uma obra de grande envergadura  e aporte financeiro (orçado em aproximadamente 10 milhões) foi decidido, no planejamento, executar em 3 ou 4 etapas. Começou com a parte estrutural, com a escavação e tubulação para o esgotamento sanitário, mas, desde 2016 a obra parou e nunca mais foram divulgadas notícias a respeito .

A estrutura/equipamentos do projeto da revitalização e de infraestrutura da BDAM compõe: 08 Bares, 01 Restaurante, 01 Posto de Atendimento (Bombeiros, GM, Saúde), Palco/Administração, Espaço para eventos 10.000 m², Estação de tratamento, Espaço Multiuso (Feira de Artesanatos e Comidas Típicas), Ciclovia, Atracadouro (embarcações), Estacionamentos, Píer, 02 Quadras de Voley de Praia, 01 Campo de Futebol (grama ou areia), Quiosques, Área de chuveiros, Viveiro de Plantas (educação ambiental), Parque infantil.

Tudo pensado para atender ao público local e turistas. Por exemplo, Lagarto é carente de uma área apropriada para realizações de Shows Musicais que seja um pouco afastado de residências por questões de poluição sonora. Há uma grande reclamação da população nesse sentido e o investimento também tem o propósito de atender essa necessidade.

Chamo atenção aqui, para as autoridades, principalmente o Governo do Estado e os seus aliados políticos para que se tenha mais compromisso com a população e zelo pelo dinheiro público.

É uma covardia alimentar a esperança dos lagartenses com essa obra tão desejada por todos e deixá-la dessa forma, sem perspectivas. É lamentável e desrespeitoso, visto que, foi empregado dinheiro público nos três níveis: Município, Estado e União para viabilizar o investimento.

A sensação que temos é de que se começa uma obra, mas não sabe quando termina, ou mesmo se termina. No mínimo, devem maiores explicações ao contribuinte/população. Será que todo o esforço foi em vão? Com a palavra, nossos representantes…

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