Brasileiros já lucram pela disputa comercial entre China e Estados Unidos, principalmente depois que os chineses deixaram de comprar a soja do Tio Sam.

Com esta medida o Brasil passa a ser principal fornecedor de soja à China, Antes, 60% dos produtos oleaginosos importados por chineses tinha como fonte os EUA. As exportações de carnes acompanham o crescimento.

A república chinesa também pretende comprar soja de mercados como: Rússia, Canadá e Argentina.

No mês de outubro os chineses representaram 44% das exportações brasileiras, número 7% superior em comparação com os dados do mesmo período no ano passado, segundo a ABRAFRIGO (Associação Brasileira de Frigoríficos).

Por outro lado, Trump flexibilizou as tarifas nas negociações com alumínio e aço, inclusive por mais preferência ideológica com os representantes do novo governo brasileiro liderado por Jair Bolsonaro.

Assim é fácil ver que esse conflito comercial entre as duas potências poderá gerar benefícios econômicos ao Brasil.

Qual lado o Brasil deve escolher para lucrar mais?

Na disputa comercial entre China e Estados Unidos os chineses rivalizam com americanos para ganhar a simpatia dos outros países, incluindo o Brasil que, futuramente, pode precisar escolher apenas um lado como principal aliado.

A relação econômica entre Brasília e Pequim é cada vez mais estreita, um motivo capaz de fazer o presidente Trump retirar flexibilidades na negociação de aço ou alumínio.

Em 2017 o Brasil negociou 48 bilhões de dólares com a China. As negociações junto aos EUA não ultrapassaram 28 bilhões de dólares no mesmo período.

É provável que o governo brasileiro busque equilíbrio na relação com chineses e norte-americanos, até quando conseguir, para evitar represálias econômicas dos dois lados.

Exportações brasileiras batem recorde

Desde 2013 não existem resultados superiores: a soma das exportações brasileiras ultrapassou a casa dos 199 bilhões de dólares, no mês de outubro de 2018.

Certos economistas aguardam números acima dos 230 bilhões de dólares até dezembro, 12 bilhões de dólares adicionais do que a estimativa antes de estourar o conflito comercial de americanos e chineses, segundo dados da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).

O estopim da guerra de comércio entre EUA e China aconteceu em março de 2018, quando Donald Trump anunciou as sobretaxas na importação de aço e alumínio para diversos países.

Os números positivos da exportação melhoram o saldo das contas externas pela cobrança em dólares dos produtos exportados. Também aquecem a geração de trabalho nas áreas envolvidas.

O Lucro do Brasil em Pleno Conflito

A lucratividade da exportação brasileira na disputa comercial entre China e Estados Unidos acontece da seguinte forma:

  1. Para tentar diminuir os déficits comerciais norte-americanos o presidente Trump sobretaxou a importação com parceiros do comércio mundial;
  2. A China sentiu estes impactos porque detém grande parte das dívidas internacionais dos EUA;
  3. As políticas de retaliação entre ambos os lados pelo domínio do comércio mundial geram a guerra comercial dos dias atuais.
  4. Uma das retaliações chinesas é a sobretaxa de 25% sobre grãos americanos, o que fez a exportação da soja brasileira subir em 20%, rapidamente.
  5. Também existem lucros brasileiros relacionados ao crescimento do interesse da China nos setores de petróleo, carne, entre outros.

Até Quando a Festa Vai Durar?

Analistas indicam que os resultados da disputa comercial entre China e Estados Unidos são imprevisíveis, assim como o período do conflito. Em caso de prolongamento existem inclusive chances de batalhas bélicas entre as duas nações mais poderosas da Terra.

Lia Valls, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), indica que o prazo para lucrar com exportações é curto, porque as tarifas americanas de 2019 devem fortalecer o protecionismo.

Especialistas como o vice-presidente da ED&F Man Capital Markets, Michael McDougall, acredita na demora das negociações entre chineses e estadunidenses, o que favorece as exportações brasileiras por mais tempo.

McDougall diz que o Brasil pode aproveitar este momento para expandir o plantio de soja porque os chineses devem demorar anos para diversificar as fontes oleaginosas.

Mercado de Carnes Também em Ascensão

Dados da ABRAFRIGO (Associação Brasileira de Frigoríficos) mostram que em outubro os chineses representaram 44% das exportações de carnes do Brasil, 7% a mais que em setembro.

Em relação ao ano passado, os números são maiores ainda. Durante outubro foram exportadas quase 586 mil toneladas de carne bovina contra 448 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.

Ao considerar o caráter agressivo de Donald Trump este cenário não deve mudar cedo, favorecendo de forma direta as exportações brasileiras, aponta McDougall.

Setores de Lucros para o Brasil na Disputa Entre EUA e China

  • Agronegócios;
  • Soja;
  • Carnes;
  • Petróleo;
  • Alumínio;
  • Aço.

Riscos no Abastecimento Interno

Com a constante busca dos chineses por soja brasileira, ao ponto de sementes que ainda estão na Terra já terem sido vendidas, existe o sinal de alerta aos riscos no abastecimento interno.

É preciso equilibro entre exportações com necessidades do mercado nacional para a soja exportada não se tornar uma dor de cabeça aos brasileiros na disputa comercial entre China e Estados Unidos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here