Mais um caso de Leshimaniose Visceral, doença conhecida como Calazar, foi confirmado em Sergipe. Um adolescente de 16 anos está internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, desde o dia 25 de novembro e o caso é grave.

O menino é morador do povoado Aldeia, no município de Gararu, Sertão do estado, e chegou ao hospital após passar por atendimento e vários exames nas cidades de Gararu, Porto da Folha e Propriá. À  mãe do adolescente, Angélica Dias, contou que há cerca de um mês ele começou a sentir sintomas de fraqueza nas pernas e falta de apetite.

Dias depois, os sintomas começaram a piorar e o adolescente passou a ter sangramento pelo nariz e a barriga inchada. Inicialmente, a suspeita era de dengue. O adolescente foi encaminhado à capital sergipana e dois dias após o internamento, diagnosticado com Calazar. Para a família a demora no diagnóstico pode ter agravado a situação.

O adolescente precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Huse, onde ficou sedado, entubado e sob respiração mecânica; até então sem previsão de  procurou a assessoria de comunicação do Huse para obter informações sobre o atual estado de saúde do garoto. A assessoria afirmou que quem responde pelo caso é o superintendente do hospital, Darcy Tavares, que está em reunião. 

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Calazar: entenda os sintomas, transmissão e tratamento da doença

Em Sergipe, a média é de cinco casos por mês. No ano passado, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 74 casos confirmados da doença, com nove mortes. Neste ano, de janeiro a outubro, são 55 casos e nove óbitos. Um deles, o de um menino de apenas três anos de idade, morador do município de Neópolis, que estava internado no Huse desde outubro e faleceu no dia 5 de novembro.

Ainda de acordo com a SES, a pasta orienta e monitora as ações dos municípios, articula com o laboratório central, promove capacitações dos profissionais e a dispensação dos insumos necessários para o tratamento dos casos. No entanto, o trabalho de controle e prevenção da Leishmaniose deve ser feito pelos municípios. Assim que notificado, o município deve fazer ações locais de captura e borrifação do vetor, a identificação de animais com a doença e, além disso, estimular o diagnóstico precoce.

À imprensa, a secretaria de saúde de Gararu informou que realiza buscas na região onde reside o adolescente para o combate da doença.

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