O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiu o cargo oficialmente na quarta-feira (2) em uma cerimônia em Brasília e disse que a Previdência Social, as privatizações e a simplificação de tributos são os “pilares da nova gestão”.

Durante o discurso, Paulo Guedes afirmou que:

  • O descontrole na expansão de gastos públicos é o “mal maior” da economia brasileira;
  • Não existe superministro;
  • A democracia é resiliente;
  • O mecanismo de inclusão social são as economias de mercado;
  • O Brasil foi corrompido e parou de crescer por excesso de gastos;
  • O presidente Jair Bolsonaro e a equipe têm absoluto compromisso com as instituições democráticas.

Criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Economia unificou os ministérios da Fazenda, do Planejamento e parte do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior.

Presidente do STF, Dias Toffoli, conversa com o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia de transmissão de cargo — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Presidente do STF, Dias Toffoli, conversa com o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia de transmissão de cargo — 

Gastos públicos

Ao afirmar que o aumento nos gastos públicos é o “mal maior” da economia, Guedes afirmou a expansão das despesas é o “calcanhar de Aquiles” de todas as tentativas de estabilização da economia.

As contas públicas registram défcit (despesas acima das receitas) desde os últimos cinco anos, e o governo prevê rombo de R$ 139 bilhões neste ano.

Segundo o novo ministro da Economia, os gastos públicos representavam, quatro décadas atrás, cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), e, desde então, tem subido incessantemente.

“Experimentamos todas as disfunções financeiras em torno desse processo, como moratória e inflação. Agora, estamos respirando a sombra de uma tranquilidade, mas é uma falsa tranquilidade, da estagnação econômica”, declarou.

Teto de gastos

Na avaliação do novo comandante da Economia, o teto de gastos, mecanismo pelo qual as despesas não podem crescer acima da inflação do ano anterior, não tem sustentação sem as reformas estruturais, como da Previdência Social.

“O teto esta aí, mas sem paredes de sustentação cai. Essas paredes são as reformas. Temos de aprofundar as reformas”, declarou. De acordo com o ministro, a Previdência Social virou uma “gigtantesca engrenagem de transferências perversas”.

“A Previdencia é atualmente uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”, declarou.

Ele criticou ainda os empréstimos de bancos públicos nos últimos anos. Avaliou que eles não foram para o microcrédito, mas sim para “grandes programas onde piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano se associaram contera o povo brasileiro”.

1 COMENTÁRIO

  1. Esse ministro vem para tirar qualquer perspectiva do pobre fazer um concurso público ter um emprego digno e ser imparcial, ao entregar o patrimônio Nacional aos grandes empresários . Esse,,,, enriqueceu explorando e pagando salários mendigadores as seus funcionários, e luta para o órgão público fazer o mesmo . Só tenho certeza de uma coisa, trabalhador que pensa em ter dignidade em seu exercício profissional, jamais apoia uma criatura dessa.

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