Em uma nova fiscalização realizada na manhã desta segunda-feira (14) na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte de Aracaju, o Conselho Regional de Medicina (CRM) decidiu suspender a interdição ética da unidade de saúde após analisar as escalas da equipe de ortopedia.

Na última quarta-feira (9) foi realizada desinterdição ética do setor de Clínica Cirúrgica da unidade, e na tarde da terça-feira (8) o setor de clínica médica foi parcialmente desinterditato, depois que o Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (CRM) emitiu um auto de desinterdição ética parcial para o trabalho dos médicos.

Já na Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco, na Zona Sul da capital, a interdição ética continua, e o local ainda passa por uma reforma.

Medidas emergências

A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) anunciou, no dia 8 de janeiro, medidas para suprir a falta de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) da capital sergipana. Cerca de 126 profissionais paralisaram as atividades desde o dia 1º de janeiro, por não concordarem com a mudança na modalidade de contrato de recibo de pagamento autônomo (RPA) para pessoa jurídica (PJ).

Segundo a secretária Waneska Barboza, uma empresa foi contratada em caráter emergencial para administrar e suprir a escala de médicos da Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte. Para fechar a escala da UPA Fernando Franco, na Zona Sul, serão remanejados 20 médicos do município.

Ainda de acordo com ela, durante os próximos seis meses, período que dura o contrato emergencial, será realizada uma licitação para a contratação de uma empresa para prestar o serviço após esse período.

Intervenção ética

No dia 5 de janeiro o Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe determinou a interdição ética das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Nestor Piva, na Zona Norte, e Fernando Franco na Zona Sul de Aracaju.

Segundo o CRM, a interdição é decorrente da vistoria realizada nos locais no dia 02 de janeiro, onde foram constatados problemas relacionados a prestação de serviço das unidades de saúde.

Impasse

Paralisados desde o dia 1º janeiro médicos que prestam serviço ao município na modalidade de contrato de recibo de pagamento autônomo (RPA), que voltaram a afirmar, durante reunião realizada no dia 04 com representantes da prefeitura, que são contra a mudança de modelo de contrato para pessoa jurídica (PJ)

Os médicos que trabalham com RPAS que atendem nos postos de saúde e nas urgências Nestor Piva e Fernando Franco não concordam com a atitude da secretaria de reduzir o valor do plantão de 12 horas nos dias uteis para R$ 1.200. Mas os médicos querem receber o valor de R$ 1.764.

A prefeitura propôs elevar o valor do plantão para R$ 1.440, mas os médicos querem R$ 2.160 por cada plantão de 12 horas. Mas a categoria não aceitou a proposta

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