Pacientes oncológicos ainda não receberam um medicamento em falta no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). O Aromasin, utilizado após a quimioterapia intravenosa, está fora da farmácia do hospital desde dezembro passado. A previsão é de entrega ainda nesta semana.

Conforme denúncia do Grupo Mulheres de Peito, na semana passada, o medicamento funciona como uma espécie de ‘bloqueador’ para que o câncer não atinja a outra mama. Segundo a representante do grupo, Sheyla Galba, muitas das mulheres que dependem do remédio já estão em metástase, ou seja, em estado avançado da doença.

Essa é uma das duas substâncias utilizadas pelas pacientes de forma contínua ao longo de cinco anos após a quimio e é indicado tanto para o combate ao câncer de mama inicial, como avançado em mulheres pós menopausa, depois que o tratamento inicial falhou e a doença progrediu após tratamentos hormonais.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirma que pediu agilidade à empresa fornecedora do medicamento e a previsão é que uma remessa seja entregue até esta sexta-feira (18).

A pasta ainda alega que a falta do Aromasin foi causada após a empresa ganhadora da licitação ter se negado a entregar o medicamento.

A segunda empresa colocada na licitação foi convocada para assumir o fornecimento e, segundo a SES a primeira está sendo punida com multa.

“Nós criamos uma comissão administrativa para acompanhar o processo dessas empresas que não cumprem com os prazos na entrega de medicamentos. Já temos 30 empresas notificadas. Existe também uma Ação Civil Pública (ACP) com pena de multa”, informou a assessoria.

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