O Corpo de Bombeiros de Sergipe foi solicitado a também atuar nas buscas às vítimas do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. A equipe sergipana vai trabalhar com quatro cães farejadores e mais cinco bombeiros por pelo menos dez dias, prazo a ser estendido se necessário.

A equipe já havia se disponibilizado desde a tragédia, mas por questão de logística somente agora foi acionada pela coordenação do Corpo de Bombeiros de Minas para se unir às equipes que já estão no local e suprir a necessidade, devido às atuais condições das regiões atingidas. Segundo os bombeiros, é preciso substituir os cães para avançar em toda a extensão do terreno.

“Vários voluntários querem ir, mas, se não for feita uma coordenação local, a ajuda pode se tornar um problema. O comandante Estevão, de Minas, percebeu a necessidade dos cães atuarem, já que a lama está um pouco mais solidificada e as condições do terreno favorecem as buscas por cães. Temos a equipe de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas, mas essa já tem em quantidade suficiente em Minas, no momento”, disse o comandante, coronel Gilfran Matheus.

Na madrugada de quinta-feira (7), o Serviço de Busca e Salvamento com cães (SBRESC) estará a caminho da cidade mineira. A equipe será comandada pela coordenação local, que irá traçar estratégias de atuação. De acordo com o Comando, a viagem será por terra, a melhor opção para levar os cães e os equipamentos. Uma estrutura também já foi montada em Brumadinho para receber a equipe sergipana, que também vai levar os próprios mantimentos. 

A saída da equipe especializada em operações especiais como desabamentos em que a vitima está soterrada não deve afetar o trabalho em Sergipe, segundo o Comando, já que os cães não atuam no serviço operacional diário. Caso haja necessidade, a equipe, considerada uma das melhores do país, retornará imediatamente.

Os cães da raça labrador, assim como os bombeiros, recebem treinamentos diários e já atuaram no desabamento de um prédio em construção no bairro Coroa do Meio, em Aracaju, quando localizaram o ponto exato onde as vítimas estavam soterradas; assim como na cidade de Tanquinho, em Alagoas, e em Santa Catarina. No local, o foco será a segurança de quem está trabalhando em área quente e agilizar o resgate das vítimas ainda desaparecidas.

“A raça é a mais adequada nesse cenário. Nosso treinamento é para busca em mata e área de deslizamento, que se assemelha à situação de Brumadinho. Óbvio que é uma situação de lama diferente, não temos algo semelhante aqui, mas temos expertise com a dificuldade de locomoção e esperamos dar o melhor nesse sentido. Lá é uma situação de risco e é preciso cautela”, explicou o capitão Alisson Carvalho (foto).

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