O deputado federal Fábio Reis, MDB, será o novo coordenador da bancada de Sergipe no Congresso Nacional, composta por 11 membros – oito deputados federais e três senadores.

Reis foi o escolhido no começo da noite desta terça-feira, 12 de fevereiro, numa disputa duríssima com o deputado Bosco Costa. Levo por seis votos a cinco.

Bosco Costa diz que sentiu a mão pesada do governador Belivaldo Chagas, PSD, no processo de escolha. “Eu acho que o fiel da balança nessa eleição foi governador Belivado Chagas, que interferiu, ligando para todo mundo”, constata o deputado.

“Belivaldo interferiu, e interferiu muito. Talvez não fosse a interferência dele, nós tivéssemos conseguido. É muito diferente o tamanho do governo para quem é apenas um deputado. Mas ao mesmo tempo acho natural, porque ele trabalhou para um candidato que votou nele”, diz Bosco. A Coluna não conseguiu falar com Fábio Reis depois da eleição.

Bosco entrou no páreo desde a semana passada. Queria espaço político e estava confiante. “Eu sabia que eu tinha quatro votos na Câmara e que Fábio tinha quatro – a decisão viria do Senado. Quem tivesse dois senadores, levaria. Ele teve. Parabéns pra ele”, diz Bosco.

Os votos ficaram assim: no nome de Fábio Reis, ele mesmo, mais Fábio Mitidieri, PSD, João Daniel, PT, e Laércio Oliveira, PP, e os senadores Rogério Carvalho, PT, e Maria do Carmo Alves, DEM.

No de Bosco, ele próprio, mais Gustinho Ribeiro, SD, Fábio Henrique, PDT, Valdevan 90, PSC e o senador Alessandro Vieira, PPS. Laércio Oliveira foi voto decisivo apenas pela ordem de votação, de quanto estava no empate de 5 x 5. O que pesou para Fábio foram os senadores.

“Desde a semana passada para cá eu vinha conversando sobre esta minha intenção de coordenar a bancada. Cheguei perto. Não fosse a interferência de Belivado Chagas, eu teria conseguido. Parabéns pra Fábio, que ganhou. Não é que eu não confie em Fábio Reis. Eu apenas queria ser também coordenador. É mais espaço de atuação. Mas fiquei feliz. Espero que esteja bem entregue nas mãos dele. Eu considero que foi uma eleição muito democrática, sem embates”, diz Bosco.

Bosco Costa acha que a razão de o senador Alessandro Vieira para ter sido seu eleitor talvez venha da promessa de que, se fosse eleito, faria uma gestão democrática. “Para coordenar uma bancada você tem que botar na cabeça que não tem que ser a sua vontade. Tem que ser a vontade de todos”, disse ele.

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