Nesta terça de carnaval vamos continuar relembrando as antigas folias lagartenses.

Memórias dos carnavais lagartenses*

Por Claudefranklin Monteiro** 

O Prefeito Valmir Monteiro, na tentativa de resgatar o carnaval lagartense, no ano de 2009 lança, por intermédio da Secretaria de Esporte e Lazer do Munípio, o “Lagartão”. Bandas, trios e orquestras prometem reviver velhos e bons tempos, que jamais serão os mesmos.

As pesquisas em torno da folia em Lagarto ainda são mínimas. Não se sabe, ao certo, quando a tradição do carnaval chegou à cidade. Certo mesmo é que seu melhor momento se deu entre os anos 70 e 80, com os inesquecíveis bailes e festas de rua.

Era menino, muito menino ainda, quando temia a passagem do Rei Momo (a propósito, encarnado pelo meu falecido tio, o Tonho de Sinhô Pança). Naquela ocasião, o famoso trio elétrico da Prefeitura (criado por Zé Coletor e popularizado por Dr. João Almeida Rocha), a alegria e a descontração tomavam conta das ruelas da cidade.

Ninguém escapava das infindáveis “guerras” de ovo podre, de maizena e de roxe-terra. Era um clima de profunda folia que punha a cidade inteira em polvorosa.

Nos tempos de Zé Vieira a festa ficou ainda mais popular. A Associação Atlética de Lagarto (hoje escombroS a céu aberto) era o ponto de encontro da juventude lagartense, ao som de Los Guaranis, bandinhas, frevos e Dodô e Osmar. Lagarto, certamente, era mais feliz.

Após a administração do Prefeito Artur Reis, a festa foi substituída pelas prévias foras de época: as famosas micaretas. Embora se atribua ao grupo Saramandaia o fim daqueles belos tempos, é importante destacar que nem a administração do Cabo Zé (festeiro por natureza) conseguiu fazer o tão desejdo e esperado resgate histórico.

Nesse sentido, fica complicado falar em quaquer iniciativa bem-sucedida considerando uma série de fatores, entre eles o famigerado costume de exilar-se nas praias e pouca ou quase nenhuma atratividade.

Assim, em que pesem as atuais e bem intencionadas tentativas, definitivamente, carnaval em Lagarto é coisa do passado, para historiadores como eu, apenas: relembrar.

*Fonte: Blog História e Cultura de Lagarto

**Claudefranklin Monteiro é um historiador e escritor lagartense, membro da Academia Sergipana de Letras 

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