As pessoas com deficiência no estado de Sergipe encontram no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), além de medicamentos, o suporte físico que necessitam para obter qualidade de vida, por meio da dispensação de órteses, próteses, meios auxiliares de locomoção como bengalas, andadores, e, ainda, cadeiras de banho e de rodas, tudo de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde (MS). Na última semana, seis pessoas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) foram contempladas, pelo Case, com cadeiras de rodas motorizadas.
Elisângela Corcinio Santos, 39 anos, residente em Aracaju, foi uma das contempladas. “Eu nem estou acreditando que estou recebendo minha cadeira. Estou maravilhada com essa nova conquista! Sou estudante da Universidade Federal de Sergipe (UFS), usava as cadeiras de lá, e agora tenho a minha própria”, comentou.
De acordo com a gerente de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de locomoção (OPM), Diana Assis de Carvalho Guerra, as cadeiras motorizadas atendem pacientes que apresentam ausência de controle de tronco, que têm ausência de força muscular de membros superiores com incapacidade de impulsionar a cadeira manualmente, ou para aquelas que tenham ausência de membros superiores. “Foi feito um projeto básico direcionado às seis pessoas que estavam na fila e elas receberam as cadeiras, que custam em média R$ 10 mil”, explicou.
Rose Mary de Oliveira Radtke, 57 anos, moradora do município da Barra dos Coqueiros, comentou que agora vai voltar a estudar. “Sou estudante de fonoaudiologia na UFS e agora vou poder terminar meu curso. Agradeço muito por essa oportunidade”.
Já Anne Carolline Almeida Santos retirou a cadeira motorizada que será usada pelo pai, Everaldo Braz dos Santos, do município de Lagarto. “Faz nove anos que ele está acamado e agora vai poder ter mais lazer, qualidade de vida, a cadeira vai facilitar o deslocamento dele, tanto dentro de casa como nas ruas. É muito gratificante esse momento”.
A seleção das pessoas contempladas é feita com base na Resolução 50 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) e Portaria 1.272, de 25 de junho de 2013, do Ministério da Saúde, em que são instituídas as normas e procedimentos para prescrição e avaliação clínica para o uso das cadeiras de rodas motorizadas.
Para solicitar a cadeira, é preciso passar por avaliação de equipe  multidisciplinar, perícia documental e uma perícia na região onde a pessoa mora para avaliar se a cadeira é adequada para ela.
“Há, também, uma avaliação do nível cognitivo para constatar se a pessoa está apta a dirigir a cadeira motorizada, se a pessoa tem nível de visão e de audição para conduzir essa cadeira. A partir daí, a pessoa pode dar entrada na solicitação, no departamento de Atenção ao Deficiente, mediante também a avaliação do CID que está na tabela SUS, e aguardar ser chamada”, disse a gerente de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de locomoção (OPM), Diana Assis de Carvalho.

 

 

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