Uma possível fraude na candidatura de mulheres em Sergipe está sendo apurada pela Procuradoria Regional Eleitoral, órgão do Ministério Público Federal. As investigações foram iniciadas após o MPF obter conhecimento de que candidatas a deputada estadual teriam sido usadas como laranjas na disputa do pleito eleitoral do ano passado para desviar recursos de campanha.

Os indícios apontam que candidatas que não fizeram campanha teriam recebido doações e financiamentos, no entanto, os recursos teriam sido desviados do fundo partidário. Pelo menos três partidos foram citados na investigação. Até o momento, sete mulheres que foram candidatas ao cargo do legislativo do MDB, PSDB e PSB prestaram depoimento no MPF. 

Outro tipo de fraude também teria ocorrido durante o pleito de 2018, articulada pelos próprios partidos. Segundo a Procuradoria, os repasses de recursos para as candidatas foram declarados, no entanto, os valores não eram efetivamente repassados e permaneciam em poder das agremiações.

Foram ouvidas Marleide Cristina dos Santos (MDB), Ieda Suzana Walois Rodrigues Nascimento (PSDB), Alessandra Maia Vasconcelos Santos (PSDB), Vanessa Sotero da Silva (PSDB), Djane Montalvão da Luz (PSB), Jutailde Gomes Sá Barreto (PSB) e Maria Izabel dos Santos Vieira (PSB).

De acordo com o que foi declarado à Justiça Eleitoral, Marleide Santos teria recebido um total de R$ 485 mil em recursos, grande parte – R$ 468 mil – de doações de partidos, receitas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o restante entre recursos privados e de outras doações, sendo gastos cerca de R$ 469 mil. Na prestação de contas de Ieda Nascimento, a receita de R$ 80 mil foi gasta em campanha.

Nas declarações de Alessandra Maia, de acordo com a divulgação de candidaturas e contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral, o total de doações para a campanha foi de R$ 183 mil, maior parte proveniente de doações de partidos, o restante de recurso privado e doação de candidatos, sendo gastos R$ 80.204 mil. A então candidata Vanessa Sotero, declarou ter recebido um total de R$ 123 mil – maioria de doações de partidos – e o restante de recurso próprios e doações de candidatos; cerca de R$ 20 mil foi o total de despesas pagas.

As outras citadas: Djane Montalvão recebeu o total de 103 mil, sendo 92% do Fundo e cerca de três mil de receita privada, o restante entre doações de pessoas físicas, sendo gastos cerca de R$ 41 mil; Jutailde Barreto teve gastos de quase R$ 20 mil e, por último, Maria Izabel obteve receita total em cerca de R$ 77 mil, R$ 76 mil só por doação de partidos e o restante de doações de pessoas físicas, com despesas pagas de cerca de R$ 16 mil.

As receitas totais recebidas pelas candidatas Ieda e Jutailde não foram localizadas  site da Justiça Eleitoral.

 

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