O arrendamento das fábricas de fertilizantes de Sergipe e da Bahia foi mais uma vez discutido em reunião em Brasília.

O deputado federal Laércio Oliveira, juntamente com o governador de Sergipe Belivaldo Chagas e autoridades do estado sergipano e da Bahia trataram do assunto com o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque.

De acordo com o ministro, um dos maiores problemas para o inviabilização das Fafens da Bahia e Sergipe é o alto preço do gás, conforme é alegado pela Petrobras. Por esse motivo, segundo Bento Albuquerque, foi instalado um comitê para tratar do aumento da competitividade do produto. 

O objetivo é promover concorrência no mercado de gás e criar choque de energia barata para reduzir o custo em 50%. De acordo com Laércio Oliveira, o ministro ficou de resolver a questão da hibernação e do arrendamento da Fafen em um prazo de 60 dias.

Para o deputado, o encontro já começou a surtir efeitos com a criação do comitê, anunciado hoje pelo ministro. “A reunião foi muito produtiva, conversamos com o ministro incisivamente da necessidade dele tomar uma posição com relação à Petrobras. A Petrobras precisa olhar o Estado de Sergipe de uma forma diferente e pensar o país. Estamos tratando de fertilizantes nitrogenados importantes para o estado, para a Bahia, e outros derivados tão importantes quanto. A Petrobras alega que o preço do gás é muito caro, só que quem tarifa o gás é a própria Petrobras e ela não quer baixar”, disse o deputado, que apela para que a fábricas sejam reabertas.

O ministro informou ainda que as empresas pré-qualificadas para participarem do arrendamento da Fafen vão visitar as fábricas o mais rápido possível. “Contamos com as contribuições dos Governos de Sergipe e da Bahia para facilitar o processo”, explicou o ministro.

Os governadores de Sergipe Belivaldo Chagas e da Bahia Rui Costa afirmaram que vão se empenhar para oferecer melhorias fiscais para o funcionamento das fábricas, mas que a questão do preço do gás é primordial para que as empresas se interessem pelo arrendamento.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, José Augusto, afirmou que o Brasil continuar produzindo Fertilizantes Nitrogenados é uma questão estratégica para não ficar dependente 100% do produto importado. “A grande saída de divisas com a importação de fertilizantes para o setor agrícola deixa o país vulnerável e totalmente dependente do fertilizante importado”, afirmou.

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