Sergipe é o estado do país onde mais internos do sistema prisional trabalham. Esse é o resultado obtido por um levantamento realizado pelo Monitor da Violência, do portal de notícias G1. Dos 5,4 mil presos, 2,03 mil desempenham alguma atividade, seja dentro das unidades prisionais, em projetos ou ainda por meio de parcerias com a iniciativa privada, representando um total de aproximadamente 37% dos internos trabalhando.  

Dos 5,4 mil presos, 2,03 mil desempenham alguma atividade

Segundo o secretário de Justiça e Cidadania, Cristiano Barreto, o caminho para a redução na incidência de internos passa diretamente pelo desenvolvimento de projetos e ações que promovam a ressocialização, como o aprendizado e realização de atividades que contribuem tanto para a manutenção das unidades, como para o desenvolvimento pessoal do interno.

“Nós entendemos que a solução para o Sistema Prisional passa pela ressocialização dos internos. Com relação a essa questão, instituímos uma coordenação que foca a reinserção social, que é o estudo, trabalho, assistência social e saúde das unidades prisionais. Nós entendemos que o preso ocioso tende a retornar ao sistema prisional após sua liberdade. Então é preciso conferir a ele uma atividade, uma ocupação”, explicou.

Ainda segundo o secretário, os internos desempenham atividades que auxiliam diretamente no funcionamento, manutenção e conservação das unidades; além de produzirem materiais que são comercializados, de modo que parte da renda gerada é repassada às famílias dos presos e ainda contribuem para a redução da pena.

“Os presos, hoje, tanto realizam atividades voltadas para a manutenção das próprias unidades prisionais, atividades de limpeza, conservação, manutenção, auxilio na parte administrativa; como, em determinadas unidades prisionais, eles desenvolvem a parte de artesanato”, complementou.

Um desses projetos é desenvolvido na unidade prisional feminina, na qual havia uma oficina com máquinas de costura subutilizadas. O local passou por reformas e, hoje, é utilizado pelas internas na confecção de diversos itens. “Hoje, nós temos um projeto que foi, inclusive, visitado pela ministra Cármen Lúcia, quando esteve aqui no estado, que já foi reconhecido e está trazendo grandes resultados, que é o Projeto Odara. É um ateliê em que as próprias presas confeccionam diversos objetos, além dos uniformes, roupas de cama e toalhas. A mão de obra foi utilizada para servir a própria unidade prisional”, detalhou o secretário. 

Ainda no tocante aos projetos desenvolvidos pelos internos, há um convênio com uma empresa privada para o emprego de internos do sistema prisional, assim como outras oficinas.  “Nós temos um convênio com uma empresa, responsável por linhas de montagem de chuveiros elétricos, em que utilizamos um grande número de internos nessa linha de montagem. Temos ainda oficinas de marcenaria que são administradas pelos próprios internos”, explicou. 

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