Na última sexta-feira (10), a Prefeitura Municipal de Lagarto, por meio da sua Secretaria Municipal da Comunicação, desmentiu as declarações dadas pelo deputado federal Fábio Reis (MDB) ao Portal Lagartense, sobre a paralisação das obras da Praça Filomeno Hora. 

De acordo com o parlamentar, as obras pararam por uma negligência da Prefeitura Municipal de Lagarto no preenchimento do Sistema de Acompanhamento de Obras do Governo Federal. Entretanto, a gestão da prefeita Hilda Ribeiro negou categoricamente tal acusação.

“Não há nenhuma pendência da Prefeitura Municipal de Lagarto no envio dessas informações para a Caixa Econômica Federal. Inclusive, essas informações podem ser chegadas no próprio site do banco“, desmentiu a administração municipal. Ela ainda informou que a obra foi iniciada com recursos próprios – a contrapartida de R$ 142.926,16 -, mas ressaltou que até o momento nem um centavo dos recursos oriundos da emenda parlamentar para a citada reforma chegou.

Recursos somente foram liberados para a construção da praça do povoado Pindoba e da reforma da Praça de Nossa Senhora da Piedade (Imagem: Print da Caixa Econômica Federal)

“A prefeitura confirma que os repasses federais não chegaram. Se ele diz que o problema não é dele, então é preciso que ele verifique essa situação em Brasília, porque os recursos destinados por ele para as obras ainda não chegaram”, destacou.

Diante dos esclarecimentos, a reportagem questionou a administração municipal sobre os motivos da paralisação de outras obras realizadas com recursos de Fábio Reis, uma vez que essa tem sido uma cobrança rotineira do deputado nas redes sociais e na imprensa. Em resposta, a prefeitura afirmou: “Cada obra tem a sua especificidade e quando a prefeita Hilda Ribeiro assumiu, 96% delas estavam paradas”.

Entretanto, de acordo com o jornalista Laelson Correia,  80% dos empreendimentos municipais na cidade estão parados, por motivos que partem de erros técnicos até indícios de corrupção. Contudo, a prefeita Hilda Ribeiro informou ao mesmo que a prioridade é a tem sido “a recuperação da infraestrutura de ruas”, sobretudo, as “que foram afetadas com buracos pela implantação do esgotamento sanitário [da DESO]”.

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