No dia 1º de novembro de 2018, o então Juiz Sérgio Moro viajou ao Rio de Janeiro para conversar com o ainda presidente eleito, Jair Bolsonaro, para discutir sobre a sua participação no governo vindouro. Na ocasião, ele aceitou o convite do presidente para ir ao Ministério da Justiça.

Na pasta, o objetivo de Moro era implantar uma agenda de combate a corrupção e anticrime organizado, com toda a liberdade. Pois bem, o governo teve início e a permanência de Moro no Governo Bolsonaro começou a ser datada, diante de algumas derrotas, a exemplo da transferência do Conselho de Atividades Financeiras (COAF) para o Ministério da Economia.

Em quatro anos, Bolsonaro poderá indicará dois nomes ao STF (CIISPR-Sul), em Curitiba (PR)

Contudo, para minimizar a perda, em entrevista a Rádio Bandeirantes, o Presidente da República procurou minimizar a situação informando o real motivo pelo qual Moro foi ao seu governo: ser indicado ao cargo vitalício de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 

“Eu fiz um compromisso com ele [Moro] porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: ‘a primeira vaga que tiver lá, está à sua disposição’. Obviamente, ele teria que passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para ser aprovado lá. Mas uma sabatina técnico-política, tá certo? Então vou honrar esse compromisso com ele e, caso ele queira ir para lá, será um grande aliado, não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Durante o mandato de quatro anos, Bolsonaro poderá fazer duas indicações ao Supremo. A próxima vaga será aberta em 2020, quando o ministro Celso de Mello completará 75 anos e deve ser aposentado compulsoriamente. No ano seguinte, será a vez do ministro Marco Aurélio deixar a Corte.

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