Eleito no ano passado para a Câmara, o deputado federal Valdevan Noventa (PSC-SE) tenta derrubar no Supremo ação em que é réu por falsidade na contabilidade de sua campanha e organização criminosa.

SindMotoristas / Divulgação

No ano passado, Valdevan foi preso, mas conseguiu liminares no TSE para conseguir a diplomação e depois no STF para deixar a cadeia. Derrubou depois o uso de tornozeleira eletrônica para poder trabalhar na Câmara em Brasília.

O Ministério Público diz que ele tem relação com PCC e não tem ligações com a região na qual foi eleito. Segundo as investigações, após as eleições do ano passado, Valdevan recebeu 86 depósitos de R$ 1.050 de doadores sem capacidade financeira.

Ele tenta anular toda a ação, alegando que o caso não deveria tramitar na Justiça Eleitoral, mas no próprio STF. Nesta semana, a Raquel Dodge pediu ao ministro Celso de Mello para negar o pedido.

“Os fatos em análise são inteiramente estranhos ao exercício de tal mandato parlamentar, pois referem-se a situações exclusivamente de natureza eleitoral, associadas especificamente ao pleito eletivo de 2018 […] O crime sequer foi praticado em período que coincida com o mandato parlamentar federal, pois o reclamante não exercia, à época, cargo eletivo na Câmara”.

 

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