Prevista para ocorrer nos próximos dias, a 96° edição da tradicional Silibrina de Lagarto carece de um responsável pela sua realização. Segundo informações colhidas pelo Portal Lagartense, nem um cidadão e nem a Prefeitura de Lagarto querem assumir o evento, devido a sua falta de controle.

Silibrina de Lagarto tem mais de 100 anos de história

Em entrevista a este portal, o secretário Municipal da Cultura, da Juventude e do Esporte de Lagarto, Adriano Fontes, afirmou que o Município não assumirá a responsabilidade pelo evento, uma vez que este lida com os fogos. “A prefeitura nunca foi responsável pelo evento, mas nós daremos todo o suporte antes, durante e depois da retirada do mastro”, observou Fontes, que ainda informou que a administração municipal está focada na realização do VII Festival da Mandioca.

Já a professora Verônica Vieira, que foi responsável pelas últimas edições da Silibrina, informou que não assumiu a responsabilidade por esta edição devido ao falecimento do seu pai, no começo do mês, e ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu há uma semana. Contudo, ela entendeu o porquê de ninguém querer assumir o evento. “Imagine você assinar um documento dizendo que é o responsável se alguém perder um braço? É complicado”, observou.

Apesar dos empecilhos, Verônica garante que será responsável pelo evento em 2020

Além disso, ela disse que, com a ausência de liderança na 96° edição do evento, a Silibrina de Lagarto tem apenas dois caminhos: O primeiro é invadir a cidade, e acabar gerando o seu fim definitivo pela via judicial; e a segunda é que siva de estopim para que o evento seja realizado em um espaço mais adequado. Uma vez que a sua concentração na Rua da Caridade tem gerado sucessivos problemas.

“Já ta na hora dos órgãos públicos nos dar uma quadra para o evento, como tem em Estância. A gente só precisa de um espaço. Se a gente tiver um espaço ninguém vai para a rua. Então ou essa concentração acaba ou acaba o evento”, salientou. Além disso, sobre a ausência de responsáveis, ela afirmou que isso é fruto das intrigas pessoais que são levadas ao evento.

“A Prefeitura não está errada não, então como ela vai pegar uma festa que ela não tem controle. Uma coisa é por o trio na rua, coisa que não tem fogo. O que a gente tá precisando é de consciência. Precisamos de gente que vá por amor, e não por guerrinha pessoal”, frisou.

 

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