Duas novas publicações sobre fragilidade em idosos realizadas por um docente do campus Lagarto foram publicadas em uma importante revista voltada para o envelhecimento humano. A fragilidade é uma síndrome geriátrica caracterizada pela diminuição das reservas fisiológicas e aumento da vulnerabilidade a fatores ambientais, e tem sido considerada uma condição associada à incapacidade física e cognitiva, hospitalizações, eventos cardiovasculares e morte em idosos.

Os estudos “Telomere length and frailty in older adults. A systematic review and meta-analysis”, sobre encurtamento do telômero (extremidade dos cromossomos com função de proteger o DNA), e “Association between human herpes virus seropositivity and frailty in the elderly: A systematic review and meta-analysis”, sobre a relação entre os vírus da família Herpesviridae (HHV) e a fragilidade em idosos, foram publicados na Ageing Research Reviews. As pesquisas foram realizadas pelo professor Paulo Martins Filho, com docentes e estudantes da UFS e de outras instituições do Nordeste.

O estudo sobre telômeros, considerado um biomarcador chave do envelhecimento, realizado por meio de meta-análise, mostrou que o encurtamento dos telômeros e o declínio das reservas fisiológicas associadas ao envelhecimento podem refletir o impacto do estilo de vida, da demografia social e dos fatores ambientais na saúde ao longo da vida. Diferenças no comprimento dos telômeros entre idosos frágeis e não frágeis foram identificadas em países hispânicos, mas não em países não-hispânicos. Já no estudo sobre a relação entre HHV e fragilidade, os autores observaram que as infecções latentes como as envolvendo o citomegalovírus podem acarretar importantes alterações imunológicas em longo prazo e aumentar o risco de fragilidade em idosos. “É importante destacar que a fragilidade em idosos ainda é muito pouco estudada, especialmente a nível nacional. Nós temos uma população que está envelhecendo e é preciso investigar os efeitos de vários fatores e suas repercussões no processo de envelhecimento da população. É importante que sejam fomentadas pesquisas na área”, pontua.

A divulgação dos dois trabalhos internacionais marca a chegada do professor Paulo Martins Filho à publicação de 100 artigos científicos, em periódicos nacionais e estrangeiros. O docente fez toda a trajetória acadêmica na UFS. Foi aluno de graduação em Odontologia, fez especialização em Microbiologia, mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, foi professor substituto e é professor efetivo do campus Lagarto há oito anos.

O primeiro artigo foi publicado por ele quando ainda estava na graduação em 2005. “Eu resolvi fazer toda a minha trajetória aqui porque acredito na UFS. É por isso que digo que essa vitória não é apenas minha, mas é também uma marca que a Universidade tem que se orgulhar”, pontua.

Os trabalhos têm autoria e coautoria divididas com outros docentes e estudantes de graduação, mestrado e doutorado.O artigo “Association between human herpes virus seropositivity and frailty in the elderly: A systematic review and meta-analysis” é assinado, além do professor Paulo, por Aline Carvalho, Mário Mendes, Diego Tanajura, Marco Nunes e Victor Santos, enquanto “Telomere length and frailty in older adults. A systematic review and meta-analysis” conta também com Monique Reis. Fundado pelo docente, em parceria com o professor Diego Tanajura, o Laboratório tem parceria com professores de outras instituições de ensino especialmente de Alagoas, Rio Grande do Sul, Inglaterra e Estados Unidos.

Paulo Martins Filho é professor do Departamento de Educação em Saúde do campus Lagarto, e chefe do Laboratório de Patologia Investigativa, localizado no Hospital Universitário em Aracaju. Também faz parte do corpo de pesquisadores permanentes do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde e do Programa de Pós-graduação em Odontologia.

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