O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) realizou nos sete primeiros meses deste ano 3.230 novos cadastros para doador de medula. De acordo com a gerente de Ações Estratégicas da unidade, Rozeli Dantas, os dados são resultantes de campanhas externas promovidas em parceria com instituições como a Faculdade de Sergipe (FaSe) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), com a finalidade de expandir as ações e serviços prestados pelo hemocentro.

“As parcerias são uma oportunidade de divulgação e sensibilização”, destacou ao comentar: “Nosso foco durante as campanhas externas é levar informação com conscientização e, no caso de haver compatibilidade, o individuo realiza a doação e ajuda a salvar a vida de pacientes que necessitam de uma medula óssea saudável”, frisou a assistente social.

Cadastro reuniu alunos e professores.

Ela lembrou ainda que devido à miscigenação da população brasileira, a chance de encontrar um doador de medula compatível entre não parentes é de 1 em 100 mil. “Para aumentar as possibilidades do transplante é necessário que também cresça o número de candidatos comprometidos com a causa, no Estado e, consequentemente, no País”, salientou Dantas.

O transplante de medula é um procedimento indicado para pacientes com leucemias (câncer de medula óssea), linfomas, doenças originadas do sistema imune, em geral dos gânglios e do baço e anemias graves (adquiridas ou congênitas), dentre outras enfermidades.

Para fazer o cadastro de medula óssea o voluntário precisa ter idade entre 18 a 55 anos, estar bem de saúde, não ter contraído hepatite após 11 anos de idade, nem ter feito quimioterapia ou radioterapia. Pessoas dependentes de insulina não podem ser doadores de medula.

O processo é simples, basta o interessado preencher um formulário com informações pessoais e doar uma amostra com 4 ml de sangue para exame de Histocompatibilidade (HLA), que estuda as características genéticas do voluntário cadastrado. O resultado das análises são inseridos no Registro Nacional de Doador de Medula Óssea (Redome) e cruzados com o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) coordenados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Basta o interessado preencher um formulário com informações pessoais e doar uma amostra com 4 ml de sangue para exame de HLA.

“Quando é verificada a compatibilidade entre o doador e o receptor, o Inca e o Ministério da Saúde iniciam os trâmites para novos testes e o deslocamento do doador para uma unidade hospitalar mais próxima do receptor, para realização do transplante da medula”, finalizou Rozeli Dantas.

Mais informações sobre o serviço através dos telefones: (79) 3225-8000, 3225-8039 e 3259-3174.

Fonte: ASN

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