O infectologista Thiago Mendes, do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS), comentou esta semana sobre a assistência ao paciente com dengue, lembrando que apesar de ser uma doença que pode evoluir gravemente, seu tratamento, quando oportuno, é relativamente simples e acessível, sendo necessário o acompanhamento atento das manifestações clínicas, sinais vitais e sinais de gravidade da doença. O médico lembrou, no entanto, que apesar da potencial gravidade da doença, nem sempre se faz necessária a internação hospitalar.

Considera-se caso suspeito de dengue todo paciente que apresente doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sinais ou sintomas como dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo ou nas juntas, e fraquezas ou manchas pelo corpo.

Dr. Thiago chamou a atenção para o fato de que a identificação precoce dos casos de dengue é de vital importância para a tomada de decisões e implantação de medidas de maneira oportuna, visando principalmente evitar a ocorrência de óbitos. “O primeiro atendimento pode ser realizado nas unidades básicas de saúde, entretanto, pacientes com sinais de alerta devem ser encaminhados para os hospitais”, ressaltou.

Thiago Mendes, infectologista do Hospital Universitário de Lagarto.

São sinais de alerta da dengue manifestações como dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; pressão baixa e/ou desmaios; sangramento de mucosa ou hemorragias importantes; sonolência e/ou irritabilidade; diminuição do volume urinário; diminuição repentina da temperatura corpórea; queda abrupta de plaquetas; e desconforto respiratório. Considere-se ainda que a dengue é uma doença dinâmica, em que o paciente pode evoluir de uma fase para outra rapidamente.

O médico falou ainda da importância da organização dos serviços de saúde – tanto na área de vigilância epidemiológica quanto na prestação da assistência médica – para reduzir a letalidade pela enfermidade e permitir conhecer a situação da doença em cada localidade.

E destacou a importância do engajamento da população em relação às medidas de prevenção da doença, como a iniciativa fundamental de se evitar o acúmulo de águas paradas nos domicílios. “Adotando as medidas de prevenção, ficando atento aos sintomas e procurando a assistência médica adequada podemos evitar, e muito, as mortes por dengue hemorrágica”, adverte o infectologista do HUL.

Fonte: HUL

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