A construção da rodovia que liga Aracaju a Brasília passando por Tobias Barreto, Tanque Novo, Riachão do Dantas, Colônia Treze em Lagarto e Salgado em Sergipe, cria um corredor direto com a BR 101 na Taboca encurtando a viagem de Goiás e oeste da Bahia, dando acesso ao porto de Sergipe.

A empresa Multigrain S/A já assinou contrato com a VLI, subsidiária da Vale, para transportar grãos pelo Terminal Portuário Inácio Barbosa na Barra dos Coqueiros. De acordo com o setor estadual de Desenvolvimento Enérgico o contrato vai garantir o escoamento pelo porto sergipano da cerca de 120 mil toneladas de soja em grãos produzida na Bahia e no Piauí pela Multigrain S.A, importante trading e produtora de alimentos.

O setor estadual de desenvolvimento enérgico revelou que, para o transporte da soja a partir da Barra dos Coqueiros, foram realizadas obras de reforma no Terminal Portuário Inácio Barbosa, visando adequar a área de armazenamento do retro porto, operação e armazenamento dos grãos.

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A previsão é que já no início da operação sejam escoadas 120 mil toneladas de soja em grãos através de navios com capacidade para 30 a 40 mil toneladas. A Multigrain optou pelo Terminal Portuário de Sergipe por conta da qualidade da infraestrutura rodoviária e as facilidades que Sergipe oferece em relação a outros estados. Para se ter uma ideia, quase toda a safra agrícola do país é escoada por terminais portuários, como o de Santos, que enfrentam sérios problemas de congestionamento e filas de caminhões, tanto nas rodovias quanto nos próprios portos. Em Sergipe isso não acontece.

Se para encher um navio com 30 mil toneladas de soja são necessários 1.500 carretas para transportá-la até o porto, imagine o volume de óleo diesel que será vendido pelos postos de Sergipe. Também vão ganhar as empresas de alimentação, oficinas mecânicas, etc. Ademais, após deixar a soja no porto, os caminhões vão procurar fretes no Estado para não retornarem vazios, gerando efeito escala que reduz custos e estimula a economia.

O projeto da Multigrain é aumentar gradativamente o volume da soja escoada pelo porto de Sergipe: “A operação deve começar com 120 mil toneladas de grãos, mas este número deve ser elevado para 400 mil toneladas. Participamos dos entendimentos entre a empresa e a direção do terminal Portuário, por entendermos que essa operação vai abrir importantes oportunidades de negócios para os sergipanos.

 A Multigrain atua na originação, processamento e exportação de soja, milho e algodão, e também na importação de trigo. Por meio de sua subsidiária Xingu AG, ela também cultiva aproximadamente 100 mil hectares de campos no Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Bahia, Principalmente com soja, milho e algodão. A competitividade dos produtos agrícolas está diretamente ligada à eficiência logística no escoamento da produção, algo premente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Consciente disso, a trading Multigrain está acelerando o processo de transporte entre as regiões agrícolas e os portos de embarque, a fim de ganhar tempo nas operações logísticas.

Sobre o Porto de Sergipe

O Porto fica localizado a 52 km de Aracaju,  é um terminal offshore, com 2.400m de cais de acostagem, quebra mar de 550m de comprimento e com capacidade de carga de 3 milhões de t/ano. O cais de acostagem tem 331m de extensão e 17m de largura. A profundidade natural é de 9,5m (maré mínima), elevada para 10,9m44 com dragagem, enquanto a amplitude máxima da maré é de 2,1m.

O terminal permite a atração simultânea de dois navios, sendo um de 15.000t e outro de 7.500t, ou ainda navios de 45.000t isolamento. A ponte de acesso do cais ao retroporto mede 2.400m de extensão e a pista de rolamento, com 6,6m de largura, classe 36t permite o tráfego nos dois sentidos. O porto dispõe de armazém de carga geral com área útil de 2.400m2 e pátio cercado com área de 2.300m2.

Fonte: Ascom da Dnit

4 COMENTÁRIOS

  1. Se para encher um navio com 30 mil toneladas de soja são necessários 1.500 carretas para transportá-la até o porto, imagine o volume de óleo diesel que será vendido pelos postos do municipio de Lagarto.

  2. Nova rota diminui custo de transporte da soja produzida no Oeste
    Logística sempre foi considerada um dos desafios para os produtores.

  3. Sobre a VLI

    A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no País, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Eleita a melhor empresa de infraestrutura do país pelo anuário Épocas Negócios 360º e escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

  4. A INTENÇÃO É EXCELENTE. ESSA LOGÍSTICA DA QUAL TANTO SE FALA, EM PAÍSES DO PRIMEIRO MUNDO NÃO SE INVESTE MAIS COM TANTA INTENSIDADE EM RODOVIAS, MAS SIM, EM FERROVIAS. OS CUSTOS SÃO MENORES E A AGRESSÃO AO MEIO AMBIENTE TAMBÉM. MAS ELES INVESTEM EM RODOVIAS PARA DIVIDIREM OS “RESÍDUOS FINANCEIROS” ENTRE TODOS. O BRASIL ANDA NA CONTRA MÃO DO DESENVOLVIMENTO.

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