A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Vigilância Sanitária, em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), tem distribuído, aos municípios sergipanos, reagentes químicos para análise das amostras de água coletadas em campo e que serão enviadas ao laboratório.

O objetivo dessa ação é apoiar os técnicos municipais na continuidade do monitoramento de nível residual de cloro e colaborar para que os resultados das análises sejam fidedignos.

De acordo com a Portaria de Consolidação nº 5, de 3 de outubro de 2017, toda água destinada ao consumo humano deve ser objeto de controle e vigilância da qualidade, além de obedecer ao padrão de potabilidade.

A mesma portaria define, ainda, que o padrão de potabilidade inclui um conjunto de valores que servem de parâmetros da qualidade da água para consumo humano. Um deles é a ausência de microrganismos que possam causar doenças e, para isso, é realizada a desinfecção da água nas Estações de Tratamento de Água (ETA) e entre os vários agentes desinfetantes está o cloro, considerado o principal produto para esta finalidade.

O gerente de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Alexsandro Bueno, explica que o cloro é utilizado, também, para eliminar odores e sabores, diminuir a intensidade da cor, auxiliar no combate à proliferação de algas e colaborar na eliminação de matérias orgânicas.

“O cloro age sobre os micro-organismos patogênicos presentes na água e não é nocivo ao homem na dosagem adequada para desinfecção, nem altera outras qualidades da água depois de aplicado. Também não exige uma operação complexa para sua aplicação e é de ação continua depois de aplicado. Os níveis de cloro permitidos, conforme a portaria, estabelece que a concentração residual mínima deve ser igual a 0,2 mg/L. Esses níveis adotados pelo Ministério da Saúde têm o objetivo de garantir que a população não estará exposta a riscos”, diz o gerente.

 A legislação determina, igualmente, que é de competência das Secretarias de Saúde a fiscalização do cumprimento da manutenção dos teores de cloro na rede de abastecimento e também em outras formas de abastecimento, como é o caso dos veículos transportadores, os carros-pipa.

Fonte: SES

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