Um sergipano está prestes integrar o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Isso porque, na última quinta-feira (3), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4744/16, do Senado, que inscreve o nome de Tobias Barreto de Menezes nas grandes páginas de aço. 

O relator, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), apresentou parecer favorável à proposta.

Como o PL tramita em caráter conclusivo, o filósofo, jurista, poeta e crítico sergipano depende apenas da sanção presidencial para dividir espaço com nomes como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; Zumbi dos Palmares; Santos Dumont; Anita Garibaldi; Zuzu Angel, Machado de Assis, entre outros. 

Relevância

O texto, de autoria do ex-senador Eduardo Amorim (PSDB), utiliza como uma das justificativas o fato de a  voz de Tobias Barreto soar fortemente, na segunde metade do século XIX, “espanando as teias dos preconceitos e do pensamento enrijecido, anunciando uma renovação que se fazia premente em um país escravista, monárquico e culturalmente sonolento”. 

O PL ressalta também o trabalho intelectual do sergipano que dá nome a ruas, praças, escolas, teatro e até mesmo a uma cidade do estado. Por isso exalta a forma lúcida e agudamente crítica de como ele abordava a configuração sócio-econômica e cultural-política do Brasil, lembrando que sua plataforma sintetiza-se no desenvolvimento do
conceito de democracia. 

“Por ter realizado tarefas intelectuais de tal monta e contribuído sobremodo na construção da cultura e do pensamento nacionais, arrostando o conservadorismo da sua época, incluindo os preconceitos contra sua origem humilde e mestiça, merece Tobias Barreto de Menezes ter seu nome  inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, nos termos da Lei nº 11.597, de 29 de novembro de 2007”, diz o texto. 

Histórico

Tobias Barreto nasceu na vila sergipana de Campos, em 7 de junho de 1839, e faleceu em Recife, em 27 de junho de 1889. Filho de família modesta, pôde, ainda assim, iniciar seus estudos na cidade natal, em tenra idade, prosseguindo-os com as lições de latim e de música nas cidades sergipanas de Estância e Lagarto.

É o patrono da cadeira número 38 da Academia Brasileira de Letras (ABL), por escolha do fundador, seu discípulo e amigo Sílvio Romero.

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