No último sábado (12), o empresário e ex-prefeito de Lagarto, José Willame de Fraga, o popular Lila Fraga, concedeu uma entrevista ao Adiranilton Santos, durante do Programa Cidade em Debate, exibido pela web rádio Serigy FM, afiliada ao Portal Lagartense. 

Lila Fraga: “Hoje, na política, é dar meu voto e até logo”

Na ocasião, Lila fez um balanço do que foi a sua administração, afirmando que o  seu grande calcanhar de Aquiles foi a crise econômica, aliada a desarrumação deixada pelo prefeito anterior e a queda na arrecadação financeira. Tudo isso sem contar com a falta de publicidade dos feitos da sua gestão.

“Eu não pude cumprir tudo, mas tenho muito dever cumprido na saúde, com mais de 3 mil cirurgias de Cataratas. […] Eu trabalhei muito pela saúde, porque sei o quanto é ruim ter um filho e não ter o remédio, e as outras coisas eu fiz um paliativo, fiz o que deu para fazer. Tenho certeza que fiz muita coisa, mas nunca fui de divulgar e de estar gastando dinheiro com publicidade, porque o dinheiro era escasso. Mas não me arrependo do que fiz e quem vai julgar é o povo”, disse o ex-gestor.

Em relação ao que foi um dos maiores empecilhos do seu governo, o embate com o SINTESE, Lila disse que tentou vários acordos com os professores da rede municipal, chegando a lançar a ideia de exonerar a então secretária de educação, Islene Prata, para nomear um indicado pelo sindicato. Tudo sem sucesso.

“O que Nazon não aceitava era que a gente pagasse o servente e o vigia com esse dinheiro. Ele não aceitava, mas a lei permitia e eu pagava os mais pobres para depois pagar os outros. […] No meu tempo, saiam quatro ou cinco carros do SINTESE falando de tudo, e hoje ele [o sindicato] briga do mesmo jeito e a gente não ver um carro de publicidade falando do prefeito”, criticou.

Apesar das dificuldades, Lila lembrou que não renunciou ao mandato devido ao pedido de familiares. Contudo, orgulhou-se de ter deixado as contas da sua gestão saneadas. “Na época, fui o único prefeito do estado que saiu da prefeitura com os débitos zerados. Tudo que comprei, eu paguei e se ficou algo da minha gestão, pode ir na minha loja que eu pago”.

E completou: “Eu aprendi com meu pai que o que a gente compra tem de pagar, e a gente tem que ter palavra. Eu aprendi e botei em prática. Já na política, o povo não gosta disso não, o povo gosta é de ser enganado, de prometer as coisas e não cumprir. Mas eu, se não cumpri com todos os compromissos, foi porque não tinha condições. Foi sempre tudo muito limitado. Então não me arrependo de nada na vida. Mas hoje, na política, é dar meu voto e até logo”.

Ainda na entrevista, o ex-prefeito afirmou estar feliz com o julgamento que a população lagartense tem feito da sua gestão após mais de três anos. “Quando sai da prefeitura, eu era a pior pessoa do mundo. Hoje, já vejo totalmente diferente, porque o povo vem até mim e conversa”, observa.

“Sempre gostei das coisas certas. Paguei caro e ainda hoje pago, porque o povo diz que quero ser direito demais, mas eu sou direito e gosto de fazer as coisas certas. Tem horas que a gente erra, mas a gente errando aqui na terra, Jesus tá olhando lá em cima e depois muitas pessoas que lhe condena, no decorrer do tempo, vai analisando e caindo na realidade que você não fez as coisas erradas e isso é muito bom. Me sinto muito gratificado com isso, graças a Deus”, destacou.

Confira a entrevista na íntegra, a partir de 1h21min20seg:

 

1 COMENTÁRIO

  1. Eu não podia ficar em silêncio em relação a essa pessoa correta, que conheço há anos. A política não se coaduna com homens corretos. Sabia perfeitamente que Lila não ia aguentar o jogo canalha da política do Brasil. O mérito dele é a consciência livre de culpas e de ter feito o que realmente lhe era permitido. Eu o parabenizo pela postura honrosa da honestidade.

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