Novembro chegou e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) prepara diversas ações em alusão ao Novembro Azul, mês dedicado à valorização do cuidado da saúde do homem e à prevenção como melhor tratamento.

Através da parceria entre a Coordenação Estadual de Redes (CERAS) e a Coordenação Estadual de Atenção Primária (CEAPS), será realizado nos dias 13 e 14, a partir das 8h, no auditório da Faculdade Pio Décimo, o I Seminário Integrado das Áreas de Atenção à Saúde com o tema “Tecendo a Rede para promover bem-estar nos Ciclos de Vida”, destinado aos Profissionais da Atenção Primária à Saúde. A proposta é dar à campanha um foco mais amplo e abordar a saúde integral do homem e não apenas o câncer de próstata.

Segundo o psicólogo, coordenador e referência técnica de Saúde do Homem, Demétrio Reis, associar o Novembro Azul apenas ao câncer de próstata fortalece a ideia de que o maior problema de saúde do homem é apenas esse, e não é.

Coordenador e referência técnica de Saúde do Homem, Demétrio Reis.

“As causas de doenças e mortalidade da saúde do homem, mais do que o câncer de próstata, são as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis e as causas externas. No topo da lista estão a Violência e o Acidente. Então é importante falar de todos os tipos de câncer, inclusive o de próstata, mas enfatizar que o ideal é se cuidar de uma forma geral”, disse Demétrio.

Os testes rápidos, por exemplo, entre eles o Antígeno Prostático Específico conhecido como PSA, podem ajudar na detecção de alguma doença. O PSA identifica, no sangue do homem, o nível da proteína produzida pelo tecido prostático, que pode se apresentar de forma benigna ou maligna, levando-se em conta vários fatores como o tamanho da próstata, idade e presença de nódulos ou inflamação na glândula, por isso o teste rápido deve ser combinado com consulta médica e outros tipos de exames como o toque retal, o ultrassom abdominal e o transretal, já que um PSA baixo não isenta um paciente de ter câncer de próstata e um PSA alto não indica que tenha câncer de próstata.

De acordo com dados de estudo internacional utilizado pelo Ministério da Saúde (MS), de mil homens com 50 anos ou mais que não passaram pela triagem do PSA, 800 apareceram como vivos e saudáveis, enquanto 200 morreram. Desses óbitos, oito ocorreram por câncer de próstata e 192 por outras causas.  

Já o resultado da pesquisa para aqueles que fizeram o teste, de mil homens na mesma faixa etária, 600 estavam vivos e sem danos, 200 receberam diagnóstico e tratamento para câncer de próstata e 200 morreram, oito por câncer de próstata e 192 por causas diversas.  Porém, dos 200 que receberam um resultado positivo para o câncer e foram tratados, 20 eram falsos, ou seja, 10% de 200 homens receberam um falso resultado positivo, o que significa que foram diagnosticados e tratados sem estarem doentes.

 “O exame PSA pode dar um falso positivo ou um falso negativo por várias questões como alimentação, atividade física, uma anomalia na próstata que pode liberar altas doses de hormônio prostático na corrente sanguínea como acontece, por exemplo, quando se anda a cavalo, de bicicleta ou moto, pela compressão da região entre o ânus e o testículo, onde fica a próstata. O PSA é um exame diagnóstico, mas não definitivo. É recomendável consultas médicas regulares e a realização de outros exames complementares e a faixa etária ideal para que sejam feitos é acima de 55 anos, anual e regularmente. Se houver histórico familiar ou aparecimento de sintomas, a idade passa a ser a partir de 45 anos”, reforçou o coordenador.

É importante destacar que o câncer de próstata é uma doença silenciosa. Quando os sintomas aparecem a doença já está instalada e com o comprometimento parcial ou total da glândula. Nessa fase o tratamento é no nível ambulatorial e hospitalar.  Os municípios sergipanos têm realizado, conforme contou Demétrio, muitas intervenções para a Saúde do Homem.

“Independentemente do mês os gestores estão trabalhando essa temática, trazendo a população masculina para esse cuidado. A mensagem que eu deixo é que cada vez mais cedo seja tratada a questão da Saúde do Homem, que a população em geral, os gestores e os profissionais da saúde, estejam atentos para as causas evitáveis que envolvem a alimentação, atividade física, cuidado com a saúde mental, cada vez mais cedo na população masculina para que efetivamente os índices de doença e mortalidade da população masculina de fato diminuam. A prevenção, o quanto antes, é a forma mais eficiente e eficaz de proteção”, concluiu o psicólogo.

Fonte: SES

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