O professor Ednaldo Eleutério está organizando uma campanha para dar uma moradia digna a uma senhora de prenome Rosa, de 53 anos, que convive com dois filhos em uma casa de taipa no povoado Saco do Tigre, na zona rural de Lagarto.

Segundo ele, em entrevista ao Portal Lagartense, a ideia da campanha é angariar materiais de construção para erguer uma casa de alvenaria. “Já conseguimos 4.000 blocos, 40 sacos de cimento, 02 portas e todo o material para o banheiro, que foi cedido pela Gurupi Construções. Mas precisamos de outros itens para executar a obra, a exemplo de areia e pedra”, observou o professor.

Ednaldo ainda destacou que Rosa sofre com a depressão e se mantém com o benefício de R$ 230,00 oriundos do Programa Bolsa Família, do governo federal. “Vamos ajudar essa senhora a sair dessa casa. Ela está com medo de vim uma chuva, derrubar a casa e ela ficar no meio do mundo com dois filhos”, apelou o docente em vídeo divulgado nas redes sociais. Diante disso, os interessados em contribuir devem contatá-lo, por meio do (79) 99920-1029.

E o Morada Nova?

Em toda essa situação, o que chama a atenção é que há três anos a Prefeitura Municipal de Lagarto dispõe de um programa para a erradicação de casas de taipa. Na gestão Valmir Monteiro, ele era identificado por “Casas de taipa nunca mais” até que foi renomeado para “Morada Nova”.

“O cadastramento dela foi feito há três anos, mas nada foi feito”, contou o professor Ednaldo. Já a aposentada Jussara Menezes, de 48 anos, que procurou o Portal Lagartense para falar sobre o caso, se mostrou indignada ao saber da existência do programa dedicado a esta situação. “Pra que tem esses programas? É só pra mostrar é?”, questionou.

Prefeitura está acompanhando o caso

Procurado pela reportagem do Portal Lagartense, o Secretário Municipal do Desenvolvimento Social e do Trabalho, Valdiosmar Vieira, esclareceu que o caso é antigo e que gestão nenhuma olhou para o caso de dona Rosa. Ele ainda acrescentou que a situação foi conhecida pela atual gestão ainda nesta semana pelos profissionais do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS).

“Na visita de hoje [20], foi descoberto que ela não quer mais sair da região, pois ela possui algum tipo de doença de nervos, o terreno da casa não é dela e os documentos pessoais também não se encontram com a mesma. Por isso, as equipes estão fazendo um trabalho mais minucioso para atender as diversas demandas dela. Entretanto, muitas pessoas tem visitado essa senhora e tem deixado ela agitada, dificultando a atuação dos profissionais, mas o técnicos estão acompanhando para dar a melhor resolução possível a situação”, completou Vieira.

Questionado sobre a inclusão de Rosa no Programa Morada Nova, o secretário informou que ela será cadastrada, mas que seu caso será analisado pelo setor jurídico do Município. “Legalmente existe uma dificuldade, o terreno não é dela e se for construído, na verdade, a casa ficaria para o dono do terreno. Então ela será cadastrada, mas o setor jurídico vai precisar fazer um estudo mais detalhado”, argumentou. 

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