A partir do dia 26, os professores da rede estadual de ensino irão paralisar suas atividades por tempo indeterminado, conforme o que foi deliberado na assembleia da categoria, realizada na manhã desta quinta-feira, 21. 

A decisão foi tomada em protesto aos projetos do Governo do Estado encaminhados para a Assembleia Legislativa na última segunda-feira, 18, tratando de regras na carreira dos professores.

Professores deliberaram por greve durante assembleia nesta quinta-feira (Foto: Portal Infonet).

Isso porque o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) afirma que os projetos acabam com a redução de carga horária e também com o triênio. Ainda de acordo com o sindicato, caso seja aprovado, o projeto pode acarretar uma redução salarial de até 40% da remuneração.

Em contrapartida, o Governo diz que os projetos vão promover um ajuste fiscal e estimular a presença de professores na sala de aula, além de não haver em nenhum dos projetos qualquer discussão sobre retirada de triênio dos professores ou diminuição de salários dos servidores da educação. 

Ainda de acordo com o Governo do Estado, atualmente, basta que o professor permaneça em sala de aula pelos últimos três anos da carreira para que possa levar para a aposentadoria gratificações como: dedicação exclusiva, regência de classe e gratificação técnica pedagógica I e II, o que estaria provocando um afastamento natural do professor da sala de aula no decorrer de sua carreira. 

Por isso, o objetivo da proposta é realizar uma mudança nessa regra para que o professor necessite permanecer, pelo menos, 15 anos em sala de aula para receber as gratificações citadas. 

Sobre a questão da redução da carga horária, o Governo diz que pretende promover uma extinção dessas reduções, o que provocaria uma economia na folha de pagamento levando-se em conta os gastos com os professores necessários para a cobertura das horas suprimidas. Lembrando que a Lei só entra em vigor 12 meses após sua publicação. 

Na próxima terça-feira, 26, o Sintese realiza um ato na Alese, com o intuito de marcar o início da greve. Com isso, o sindicato espera que o Governo recue em relação aos projetos. 

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