Com o objetivo de pressionar o Governo do Estado a manter os direitos da categoria, sobretudo no que se refere a carreira do Magistério, na última terça-feira, 26, os professores da rede estadual de ensino deflagraram uma greve por tempo indeterminado. 

Desde então, alguns professores têm se revezado numa ocupação do prédio da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), para pressionar os deputados estaduais a votarem contra toda e qualquer retirada de direito. Contudo, a tarefa não tem sido fácil.

Segundo Nazon Barbosa, coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), os deputados estaduais, sobretudo os de Lagarto (Goretti Reis e Ibrain Monteiro), têm feito pouco caso do ato promovido pelos professores.

“A gente não teve contato com eles [Ibrain e Goretti]. Tentamos falar com eles e não tivemos sucesso. Passei um WhatsApp para eles, solicitando que não massacrassem mais o professor, mas não leram e nem responderam”, disse Nazon.

Em relação as tentativas de diálogo com os deputados lagartenses na sede da Alese, o sindicalista destacou que a categoria não adentrou a nenhum gabinete, pois quer convencer os deputados fazendo o corpo a corpo. “Não encaminhamos oficio nem nada, mas eles olham o ato de longe e fazem de conta que não tem nada. Não ouve contato, mas estamos tentando. Queremos pedir que eles entendam que não é hora de retirar direitos dos professores”, comentou o professor. 

Ainda na breve entrevista que concedeu ao Portal Lagartense, o professor Nazon disse acreditar que Ibrain e Goretti votarão a favor dos projetos que o Governo do Estado mandar. “Não adianta achar que o pedido vai mudar o pensamento deles, porque se eles fossem votar contra, então já teriam se manifestado, mas estão tudo calados. Então acho que eles devem votar com o governo. Mas estamos fazendo o nosso papel para que eles não votem contra nós”, argumentou.

O que diz os deputados

Procurada, a assessoria da deputada estadual Goretti Reis informou que a parlamentar ainda não recebeu o projeto encaminhado pelo governo, para a fazer a sua análise. Uma vez que, durante esta semana, ela esteve em viagem oficial. “Mas Goretti tem sim a vontade de dialogar, porque ela é servidora pública e entende as demandas dos professores”, frisou. 

Já a assessoria do deputado estadual Ibrain Monteiro informou não ter conseguido contatar o parlamentar e que, por isso, preferiu não responder os questionamentos feitos pela reportagem do Portal Lagartense.

Uma saída

Sem diálogo com os deputados estaduais e com voz e vez em plenário por meio do deputado Iran Barbosa (PT), Nazon destacou que o SINTESE foi convidado para apresentar algumas emendas para os projetos do Governo do Estado. “Nós apresentamos algumas emendas e o deputado disse que iria encaminhar ao governador, para que ele analisasse. […] Nessas emendas, nós modificamos a redação e mantivemos os nossos direitos, porque o nosso lema é ‘Nenhum direito a menos'”.

Entenda o caso: Greve por tempo indeterminado visa a não aprovação de projetos referentes a carreira do magistério 

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