No último sábado, 30, o ilustre lagartense Monsenhor José Carvalho de Sousa comemorou 93 anos de vida. Na ocasião, ele foi homenageado pela escritora Karine Belchior de Souza com a publicação de um livro biográfico denominado: “Monsenhor José Carvalho de Sousa: Uma vida, uma obra”.

A solenidade contou com a presença de personalidades como o ex-secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho, professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Senador da República por Sergipe Rogério Carvalho (PT), que é sobrinho do Monsenhor.

“O Monsenhor que também é um grande mestre da educação deixa este registro histórico para milhares de sergipanos com a brilhante contribuição de Karine Belchior de Souza. Neste livro, falo da nossa relação como família e sobre a admiração que cultivamos ao Monsenhor Carvalho”, disse o parlamentar.

A obra do lagartense

Nascido em 24 de novembro de 1926, em Lagarto, José Carvalho de Sousa descobriu a sua vocação sacerdotal aos 18 anos e, embora tenha sido desacreditado pela sua famílias, em 1956, já com 30 anos de idade, ele foi ordenado Padre, logo após ter seu segundo curso superior reconhecido. A partir dai, ele ganha destaque nos âmbitos religioso e educacional.

Tanto é que com um ano de ordenamento, ele foi nomeado reitor do Seminário Arquidiocesano e capelão da Igreja S. Coração de Jesus, em Aracaju. Até o seminário passou por dificuldades e ele mostrou a sua visão empreendedora ao fundar um educandário para conseguir recursos.

O projeto deu tão certo que, em 1959, ele é convidado para fundar um ginásio, no mesmo prédio onde funcionava o seminário. Ele aceita e em 1960, o Ginásio Diocesano “S.Coração de Jesus” inicia suas atividades na Praça Camerino, 181, em Aracaju, atendendo apenas a alunos do sexo masculino. Mas para evitar a saída dos alunos do Ginásio, ele o transforma no Colégio Arquidiocesano “S.Coração de Jesus”, oferecendo à comunidade todos os ciclos de ensino.

Religioso é fundador do Colégio Arquidiocesano de Aracaju

Mas o projeto precisava crescer e ele, recorre a Alemanha para angariar recursos. A ideia deu certo e a expansão veio com a transferência do Colégio Arquidiocesano para a rua Dom José Tomaz, 194, onde está até hoje.

De Padre a Monsenhor

Diante do tamanho da sua obra, em 1968,, o padre é nomeado Conselheiro do Conselho Estadual de Educação pelo governador do Estado, Lourival Baptista. No ano seguinte, é eleito presidente da Associação Católica de Sergipe. Em meados de 1975 é nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Aracaju, pelo arcebispo de Aracaju, Dom Luciano José Cabral Duarte.

Além disso, no ano seguinte, ele foi nomeado Diretor-Presidente da Rádio Cultura de Sergipe, o que lhe deu condições de ser eleito presidente da Associação de Rádios, Televisão e Jornais do Estado de Sergipe (ASSERT).  Em 1998, foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História de São Paulo, até que em 2002 o Papa João Paulo II muda sua denominação e ele deixa de ser padre para ser Monsenhor. 

Monsenhor também integra a Academia Lagartense de Letras

Já no dia 14 de novembro de 2006, o Monsenhor lançou seu primeiro livro, intitulado “Presença Participativa da Igreja Católica na História dos 150 anos de Aracaju”. E no próximo dia 05 de dezembro, ele, o historiador Claudefranklin Monteiro e o saudoso Luiz Antônio Barreto serão empossados na Academia Sergipana de Educação.

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