O Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case) é gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e representa um dos serviços mais importantes do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado por ser o responsável pela dispensação de medicamentos e insumos para mais de 25 mil usuários por mês, o que corresponde a cerca de 900 pessoas por dia.

A fim de proporcionar comodidade, conforto e qualidade de vida aos pacientes que frequentam a Unidade, principalmente àqueles que residem no interior, está à disposição o Serviço de Atendimento ao Preposto (SAP) que atende, atualmente, 2.844 pacientes distribuídos em 54 municípios.

O Case é gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde e representa um dos serviços mais importantes do SUS no estado.

 A coordenadora do Case, Jéssica Santos Silva, comentou que o número de usuários cadastrados no SAP, desde o início de 2019, tem crescido linearmente, e, para manter a qualidade do serviço, foi realizado um planejamento estratégico. A previsão de novos pacientes ficou entre 2745 e 3020, com 95% de segurança e a quantidade está dentro do esperado com 2.844 podendo aumentar até o fim de dezembro.

Dos 54 municípios que estão credenciados no programa, os que atendem mais pacientes através dos prepostos são: Boquim – 150 pacientes, Estância – 213, Itabaiana – 570, Itabaianinha – 119, Lagarto – 369, Nossa Senhora da Glória, 105 e Tobias Barreto – 137.

Previsão de novos pacientes ficou entre 2745 e 3020, com 95% de segurança e a quantidade está dentro do esperado com 2.844.

“Essa descentralização favorece muito o fluxo aqui na Unidade, já que são quase 2900 usuários a menos no atendimento presencial. É bom para a comodidade do paciente que mora no interior e não precisa viajar até aqui e para quem vem pessoalmente que é atendido mais rápido. Além disso, o Case, desde março, está trabalhando de forma intensiva captando esses pacientes na linha de frente. Quando os atendentes identificam um usuário do interior já direcionam para o SAP, então, neste ano, conseguimos quase 600 pacientes a mais que foram cadastrados para receber seus medicamentos via preposto. Nosso intuito é possibilitar essa facilidade, é pensar no usuário, tanto do interior quanto da capital, para que cada vez mais prestemos um serviço melhor. A comodidade desse serviço é para todos”, reforçou Jéssica.

Como funciona o Serviço

Conforme explica a gerente do SAP, Vanna Couto, o preposto é escolhido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de cada localidade, que entra em contato com o Case para fazer o cadastramento.

Depois de registrado, o preposto, que obrigatoriamente precisa ser graduado na Área da Saúde ou na Assistência Social, passa a retirar o medicamento no SAP em nome do paciente que o autoriza através de procuração simples, sem a necessidade de registro em cartório. Para usufruir desse serviço o usuário deve morar no município e já estar cadastrado no Case.

 “Nós recebemos a demanda dos municípios por e-mail com, no mínimo, três dias de antecedência. As entregas ocorrem diariamente, das 7h às 12h, por agendamento. As caixas com os medicamentos de cada município já ficam separadas na farmácia esperando a chegada do preposto que retira, leva para o município e o paciente pega na Secretaria de Saúde do município. A entrega não é domiciliar. Além de retirar os medicamentos, os prepostos podem tirar dúvidas e resolver outras pendências como, por exemplo, a renovação do cadastro do paciente”, disse Vanna.

 É importante ressaltar que se o paciente nunca recebeu medicamento pelo Case, ele precisa primeiro dar entrada no atendimento normalmente, passar pela perícia presencial e, só então, estando cadastrado no sistema e com a vigência em dia, passar a receber pelo SAP.

Uma vez realizado esse cadastrado no Case o usuário deve procurar a SMS, com seus documentos pessoais RG, CPF, Cartão do SUS, comprovante de residência, preencher a procuração autorizando que o preposto faça a retirada em seu lugar e informar qual medicamento precisa receber.

 Para a farmacêutica e preposta do município de Cristinápolis, Edileusa Ribeiro de Santana Valadares, fazer parte do serviço é gratificante. “A gente sabe como é difícil pela distância, de eles comparecerem pessoalmente, então fazemos esse trabalho levar, de forma humanizada, esse serviço para a população de lá. São medicamentos de alto custo que, na maioria das vezes, eles não têm condições de comprar e o Estado faz esse trabalho de suprir essa necessidade. Além da distância, há a patologia que os impede de estar se locomovendo e esse trabalho melhora muito a qualidade de vida dando a certeza de que o medicamento chegará até eles”.

Fonte: Secretaria Municipal da Saúde

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