A Polícia Civil do Estado de Sergipe descobriu um esquema envolvendo o desvio de cargas em todo o Brasil e que causou um grande prejuízo para uma empresa sergipana. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) o líder da quadrilha se passava por proprietário de grandes empresas e comprou uma carga avaliada em R$ 500 mil do Laticínio NATVILLE contendo mussarela, manteiga e queijo prato.

Delegacia de Lagarto também contribuiu com os trabalhos da polícia.

Para isso, o grupo utilizou documentos falsos e mensagens eletrônicas hackeadas  para que a carga fosse retirada da empresa e fosse levada à um galpão na cidade de Teófilo Otoni-MG, transferindo a cara para outro caminhão, posteriormente, com o objetivo de despistar a polícia e levando o carregamento para uma distribuidora de alimentos em Governador Valadares, também localizada no estado mineiro. 

Suspeitos utilizaram dois caminhões para tentar despistar os policiais (fotos: SSP/SE).

Depois disso, eram retiradas as embalagens originais dos produtos que eram embalados novamente, mas dessa vez, em etiquetas falsificadas do Laticínio Lactopar, com sede no Paraná. Além disso, transformavam o produto em mussarela fatiada para que fosse vendido no varejo. 

Eram retiradas as embalagens originais dos produtos que eram embalados novamente, mas dessa vez, em etiquetas falsificadas.

Nesta distribuidora, foi apreendida parte da carga avaliada em R$ 150 mil. A SSP/SE destacou o apoio da Justiça sergipana para a elucidação do caso que “mesmo em atividade plantonista deferiu várias ordens judiciais de mandados de busca e prisões, possibilitando um saldo de três pessoas presas nas cidades de Entre Rios/BA, Alcobaça/BA e Governador Valadares; além da apreensão de oito veículos, os quais foram utilizados para o cometimento do crime e alvo de possível sequestro de bens para ressarcimento da empresa vítima do golpe”. 

Participaram dos trabalhos investigadores da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Delegacia de Nossa Senhora da Glória e Delegacia de Lagarto. As investigações estavam sendo realizadas desde 28 de dezembro. 

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