Após realizar um estudo de viabilidade, o Ministério da Educação autorizou, na última quarta-feira, 15, que mais nove escolas da rede estadual de Sergipe possam aderir ao ensino médio em tempo integral. 

Dentre elas está o Colégio Estadual Maria Rosa de Oliveira, localizado Tobias Barreto. Os demais colégios são:  Murilo Braga (Itabaiana), Prefeito Joaldo Lima de Carvalho (Itabaianinha), Abdias Bezerra (Ribeirópolis), Francisco Figueiredo (Aquidabã), o Centro Estadual de Educação Profissional Berila Alves de Almeida (Nossa Senhora das Dores) e Centro Estadual Profissionalizante Profa. Neuzice Barreto (Nossa Senhora do Socorro).

Nesta primeira fase, as escolas avaliadas têm até hoje, 17, para enviarem a ata de adesão dos Conselhos Escolares ao Ngeti.

Além disso, o Centro de Excelência Vitória de Santa Maria (Aracaju) e a Escola Estadual Miguel das Graças (São Miguel do Aleixo), que já ofertam a modalidade em tempo integral, foram incluídos no programa federal.

Nesta primeira fase, as escolas avaliadas têm até hoje, 17, para enviarem a ata de adesão dos Conselhos Escolares ao Núcleo Gestor de Educação em Tempo Integral (Ngeti), na sede da Seduc/SE. Elas já foram avaliadas e passaram por um estudo de viabilidade das condições necessárias a atender aos critérios estabelecidos pelo MEC, considerando infraestrutura, demanda, capacidade, além de indicadores socioeconômicos.

Ensino Médio em Tempo Integral

Segundo o secretário da Seduc, professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, a educação em tempo integral proporciona mudanças positivas nas comunidades escolares. Ele considera importante a mobilização efetiva para a ampliação da modalidade, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE).

“Sergipe já tem uma longa experiência no EMTI, presente em 41 escolas, prática que vem gerando resultados significantes, com depoimentos ricos e motivadores de alunos, professores, dirigentes, acerca da transformação da modalidade de ensino”, disse o gestor, destacando que a proposta qualifica as escolas públicas e dá chances expandidas aos alunos de poderem desenvolver seus projetos de vida, bem como a construção da cidadania.

Professor Modesto ainda ressalta que o Estado de Sergipe foi à frente do que estabelece o MEC e adota um processo mais democrático e participativo realizando consultas públicas com as escolas já autorizadas para promover a discussão e participação de todos e legitimar o processo estadual através das atas de adesão dos conselhos escolares. Cabe ao MEC selecionar as unidades que serão inclusas no programa de Ensino Médio em Tempo Integral.

Ata de adesão

Em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2020, a portaria do MEC nº 2.116, de 6 de dezembro de 2019, estabelece novos parâmetros e critérios da modalidade e torna público as etapas de adesão.

De acordo com a coordenadora do Ngeti, professora Emanoela Ramos, a decisão final será divulgada até o dia 30 de janeiro pelo MEC. “A gente iniciou o momento de sensibilização, mostrar para toda a comunidade que tiver interesse em conhecer o programa. O EMTI vem fazendo a diferença em vários estados brasileiros, e prova, ao longo dos anos, que é um programa de sucesso, trazendo muitos benefícios para o ensino médio, como a redução da evasão e reprovação. É uma modalidade que está aprovando mais, dando mais oportunidade ao aluno por meio do currículo e práticas pedagógicas que transforam a rotina desses meninos”, frisou.

Ainda de acordo com a gestora do Ngeti, a meta é que até o ano de 2025, 25% das matrículas do ensino médio sejam na modalidade em tempo integral. Atualmente Sergipe já está em 16%, e a perspectiva é que em 2020 atinja a faixa dos 20%. As 41 unidades de ensino atuais estão espalhadas por 24 municípios sergipanos. Em 2019, foram ofertadas 12.076 vagas de matrícula no EMTI, 28% a mais que a quantidade de vagas ofertadas em 2018.

Fonte: Seduc

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