As férias, finalmente, chegaram e a família toda está pronta para viajar. Será mesmo? E as vacinas, estão em dia? A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da gerência de Imunização, preocupada em manter o estado de Sergipe protegido e sua população saudável, reforça a importância de, antes de viajar, verificar se a caderneta de vacinação está em dia, principalmente em relação a duas vacinas muito importantes: a febre amarela e a tríplice viral.

A vacina contra febre amarela, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a forma mais importante de prevenir a doença. Causada por um vírus da família dos Flavivírus, transmitido por meio de picada de mosquito, recebe esse nome por causar icterícia, um sintoma que deixa a região dos olhos, a pele e as mucosas com aspecto amarelado. Essa vacina é aplicada via subcutânea, na região do braço e o efeito protetor ocorre a partir do décimo dia garantindo imunidade por, pelo menos, 10 anos. Em março de 2018 o Ministério da Saúde (MS) ampliou para todo o território brasileiro a recomendação para vacina contra a febre amarela.

De acordo com a gerente de Imunização da SES, Sândala Teles, existe um calendário básico de vacinação que indica o tempo correto para tomar cada vacina, para que a pessoa fique protegida. “Nós temos o calendário da criança, o calendário do adolescente, o calendário do adulto, do idoso e todas as vacinas desse calendário devem ser tomadas em tempo hábil. A vacina da febre amarela, por exemplo, é muito importante para quem vai para a zona de risco, então se vai viajar é preciso ter o cuidado de tomar essa vacina com, no mínimo, 10 dias de antecedência, porque é o tempo em que o organismo consegue reagir para que a pessoa não adoeça e fique imune”, explicou.

Já a vacina tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, e a proteção começa cerca de duas semanas após a vacinação. O sarampo é uma doença altamente contagiosa transmitida por via aérea, através de tosse, espirro e fala causada pelo vírus Morbillivirus.  A enfermidade é grave, pode matar, e seus sintomas incluem febre e manchas no corpo.  Recentemente, após registrar casos recorrentes de sarampo, o Brasil perdeu a certificação de país livre da doença, recebido em 2016 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

“É importante que a população tenha conhecimento de que a vacina não se recomeça, mas se complementa. Se uma vacina tem três doses e a pessoa já tomou uma, a gente complementa esse esquema vacinal, por isso a importância da guarda do cartão de vacinação que deve ser avaliado a todo o momento. Essa é a única forma de sabermos se uma pessoa está imunizada”, reforçou a gerente.

Viagens internacionais

Para viagens internacionais as recomendações são mais específicas. Além da carteirinha comum de vacinação, adquirida nas Unidades Básicas de Saúde, é preciso obter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), através do site portal.anvisa.gov.br, Sistema de Emissão de CIVP. As vacinas solicitadas em outros países são todas as disponíveis no Calendário Nacional, mas, principalmente, a febre amarela e a tríplice viral.  É importante ressaltar, que caso a vacina seja uma exigência do país de destino e o viajante se esquecer de tomar, ele não entra. Os países cumprem rigorosamente esse controle sanitário.

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