Antes de caírem na folia carnavalesca, os professores da Rede Municipal de Ensino de Lagarto tiveram uma infeliz surpresa. É que a Prefeitura Municipal garantiu o reajuste do Piso Nacional do Magistério, que foi de 12,84%, mas só pagou a metade do valor referente ao retroativo do mês de janeiro.

A medida surpreendeu os professores, porque ainda no dia 31 de janeiro de 2020, em entrevista à Rádio Comunitária Juventude FM, a prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro, afirmou que o pagamento do reajuste seria realizado em fevereiro, o que incluía também o pagamento integral do retroativo a janeiro.

Entrevista foi concedida momentos após a reunião com o SINTESE [Foto: Prefeitura de Lagarto]

“Agora em fevereiro, a gente vai pagar o retroativo referente ao mês de janeiro”, garantiu a prefeita durante a entrevista, em que ela também comemorou o fato de “Pela primeira vez, os professores não tiveram problemas em conseguir logo de cara o piso que eles merecem”.

A informação referente ao pagamento do retroativo a janeiro foi confirmada pelo professor Nazon Barreto, Coordenador Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Sergipe (SINTESE), ao Portal Lagartense. “Antes do feriado, recebi a ligação de uma professora dizendo que achou estranho o valor que veio do retroativo. Quando passou o Carnaval, eu consultei o meu contracheque e de fato não encaminharam o retroativo na sua totalidade. Só mandaram a metade.

Entrei em contato com a gestão municipal para saber o que aconteceu, porque não sabíamos disso. A gestão disse que entraria em contato com o secretário de Finanças para saber o que aconteceu e que retornaria a ligação com as informações até o final do dia”, disse Nazon ao Portal Lagartense.

Procurado pela nossa reportagem, o secretário Municipal de Educação, Magson Almeida, popularmente conhecido por Magson da Academia, informou desconhecer o caso e que apuraria as informações. Mas até o fechamento desta reportagem, ele não apresentou nenhum esclarecimento.

 

1 COMENTÁRIO

  1. O sindicato deveria reivindicar não somente por reajuste salarial, mas também, pela reestrutura da carreira, e, sobretudo, concurso público, pois há quase dez anos não acontece concurso, prevalecendo a cultura do contrato, do “CC”, da velha política do voto de cabresto!

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