Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 31, o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) deflagou a operação Aves de Rapina, para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão na capital e no interior de Sergipe, em desfavor de empresários, comerciantes e corretores de milho. 

De acordo com informações colhidas pelo Portal Lagartense, durante a operação, três pessoas foram presas nos municípios de Lagarto e Itabaiana, por suspeita de participação em um esquema criminoso que fraudou R$ 10 milhões em impostos no estado de Sergipe. Por isso, também foram apreendidos celulares, notas fiscais de empresas, e transações de grãos, sobretudo do milho.  

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), o foco da operação é um grupo de atacadistas e colaboradores que fraudaram impostos, sobretudo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O caso foi denunciado pela Superintendência de Gestão Tributária da Secretaria de estado da Fazenda.

“Durante as investigações, ficou comprovado que a associação criminosa trocava mensagens em um grupo denominado “Os Corujas” – daí o nome da Operação Aves de Rapina – e mantinham uma rede permanente de vigilância sobre a atuação das polícias estaduais e federal e dos postos da Sefaz, com pessoas distribuídas em rodovias e que trocavam mensagens por rádio comunicadores”, destacou a SSP/SE. 

A pasta ainda informou que os caminhoneiros que faziam o transporte dos atacadistas agiam, respaldados pela associação criminosa, sem a correta documentação fiscal ou simulando atos de comércio com empresas fantasmas. “Boa parte dos caminhões também circulava fora das normas de transporte de produtos, a exemplo do peso das cargas acima do permitido”, observou a Secretaria.

A SSP/SE também destacou que o esquema não é exclusivo de Sergipe, e ocorre em âmbito nacional. Além disso, a operação foi desencadeada nesta terça-feira, uma vez que, na representação encaminhada à Justiça, a Polícia Civil havia destacado a necessidade da urgência da ação tendo em vista a necessidade de estancar a sangria, já que a safra do milho desse semestre se estenderia até o mês de março de 2020.

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