Devido a pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) publicou, na última quarta-feira, 27, a Portaria nº 2235/2020, que regulamenta, em caráter excepcional, a realização de aulas e atividades virtuais nas unidades da Rede Pública Estadual de Ensino. A medida é válida enquanto permanecer o decreto governamental suspendendo as atividades educacionais presenciais.

O Centro de Excelência Abelardo Romero Dantas será a primeira unidade estadual de ensino de Lagarto a adotar as aulas remotas

Diante disso, em entrevista ao Portal Lagartense, a professora Daniela Silva, chefe da Diretoria Regional de Educação (DRE) 2, informou que os centros de excelência Professor Abelardo Romero Dantas (Polivalente), em Lagarto; Milton Dortas, em Simão Dias; e Cleonice Fonseca, em Boquim, retomarão o ano letivo de 2020 com aulas não presenciais a partir do dia 08 de junho.

“As demais estamos aguardando as escolas sentarem para discutir a questão e nos apresentarem seu plano de trabalho para verificarmos se iniciarão até o dia 15/06”, observou a Diretora Regional de Educação, que também destacou que o assunto foi tema de uma videoconferência, realizada ontem, 28, com os gestores e coordenadores pedagógicos. Uma vez que caberão a eles adotarem estratégias para ministrar atividades remotas em acordo com cada realidade escolar.

Daniela Silva: “O momento exige que a educação busque alternativas viáveis”

Questionada sobre os prejuízos que a medida pode causar sobre os alunos mais pobres e que, portanto, não têm condições de terem acesso a internet, Daniela lembrou que estes não são a maioria e afirmou que as escolas utilizarão tanto os meios digitais quanto impressos. “Sabemos das dificuldades que enfrentaremos, mas o momento exige que a educação busque alternativas viáveis”, argumentou a diretora que tem como desafio maior conseguir motivar professores e alunos a desenvolverem as atividades remotas de forma sistematizada.

Entretanto, Daniela lamentou reconhecer que as atividades remotas não substituem ou resguardam a mesma qualidade que aquelas desenvolvidas de forma presencial, onde há um contato maior entre o aluno e o professor. “Dificilmente os estudantes irão aprender da mesma forma. Sabemos desses problemas, além do problema do acesso à internet por parte de um percentual de alunos – que não são a maioria. Porém, nossa expectativa é que a educação possa se reinventar. A sociedade vem mudando bastante e essa é uma oportunidade de todos que fazem a escola poder aprender a explorar melhor as ferramentas tecnológicas que temos a nossa disposição. Então esperamos poder atender o máximo possível de estudantes nesse momento difícil e delicado, amenizando o impacto decorrente da ausência de aulas presenciais”, completou.

Portaria que regulamenta as atividades remotas na Rede Pública Estadual de Ensino

Aulas não presenciais 

De acordo com o Governo do Estado, a portaria determina que as aulas sejam ofertadas, preferencialmente, no mesmo turno de matrícula do estudante, por área de conhecimento, ou por componente curricular, e que a participação dos estudantes nelas seja registrada no Diário Eletrônico, conforme os dados do SIGA e orientações complementares.

Além disso, como material de apoio, a mencionada portaria permite que sejam utilizados meios digitais como: videoaulas, conteúdos organizados em plataformas virtuais de ensino e aprendizagem, redes sociais, podcasts, links, aplicativos, correio eletrônico, blogs, rede televisiva, rádio, aplicativos, entre outros; e físicos, tais quais: livro didático com orientações pedagógicas, estudo dirigido, atividades e avaliações ofertadas aos alunos, dentre outros.

Também poderão ser objetos de conhecimentos/conteúdos previstos as atividades por meio de projetos, relatórios, pesquisas, seminários, estudos dirigidos, estudos de caso, observações, na forma off-line /ou on-line. “A portaria ainda expressa que as atividades remotas poderão ser ofertadas, no máximo, ao equivalente a 25% da carga horária total, estabelecida na matriz curricular da instituição educacional, aprovada para o ano letivo de 2020″, destaca o Governo de Sergipe.

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