O Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS) vem colocando em prática recursos de telemedicina para o acompanhamento de pacientes do Ambulatório de Especialidades da unidade hospitalar que funciona no Campus UFS Lagarto, a exemplo de pacientes com doenças inflamatórias intestinais, dermatológicas, psiquiátricas (psiquiatria infantil) e neurológicas.   

“Possibilitando ao paciente recorrer ao médico sem a necessidade de deslocamento e contato presencial durante a pandemia”, observa Rafael Pinto, chefe da Unidade de e-Saúde do HUL. O início da utilização do recurso tecnológico se deu em meados deste mês de maio, com observância ao exposto na Lei nº 13.989, de 15 de abril de 2020 e à Portaria GM/MS 467, de 20 de março de 2020, que dispõem, em caráter excepcional e temporário sobre telemedicina durante período da pandemia.

Especificamente no caso dos pacientes com doenças crônicas intestinais, a iniciativa coincide também com a campanha Maio Roxo, que este ano, por conta da excepcionalidade do momento, as iniciativas de conscientização sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento por um especialista vem se dando de forma eminentemente virtual.

“Este ano vivemos um momento peculiar da história e para seguir as determinações de saúde quanto ao isolamento no combate à pandemia as campanhas voltadas para o Maio Roxo ocorreram de forma totalmente virtuais”, destaca o médico Fernando Every, gerente de Ensino e Pesquisa do HUL e presidente da Sociedade de Gastroenterologia de Sergipe.

“A possibilidade de prescrição por parte do médico de tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente em casos de urgência ou emergência tem previsão legal, reconhecendo a utilização da telemedicina em caráter de excepcionalidade e enquanto durar as medidas de enfretamento ao Coronavírus”, observa o professor Every. 

Maio Roxo

A Federação Europeia de Colite Ulcerativa e Crohn instituiu em 2002 o Maio Roxo como mês de conscientização das doenças inflamatórias intestinais (DII), sendo o dia 19 escolhido como o dia mundial dessas doenças.  No Brasil o movimento iniciou em 2016 sob coordenação da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD).

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