Após várias negociações, a Secretaria da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e a Polícia Militar concluíram as negociações e foi encerrada a rebelião desencadeada por seis internos no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria. Por volta das 21h30 da noite da última terça-feira, 11, foi iniciada a retirada dos reféns e dos presos. A ação foi acompanhada desde o início por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Desde 8h30, seis internos fizeram sete prestadores de serviços da Sejuc reféns. Os internos estavam em posse de facas e pedaços de ferros. Dois dos reféns chegaram a ser feridos superficialmente. Eles foram liberados ainda pela manhã e receberam atendimento médico.

As negociações foram conduzidas pelo coronel Reinaldo Chaves, secretário-executivo da Sejuc. O coronel José Moura Neto, comandante do policiamento militar da capital (CPMC), e comandante do Comando de Operações Especiais (COE), capitão Weniston Queiroz, tenente-coronel S. Junior, comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), acompanharam a situação desde o início.

A motivação apontada pelos internos não estava relacionada à suspensão das visitas, ação implementada para o enfrentamento à pandemia da Covid-19. Os internos responsáveis pela rebelião alegaram que não estavam se sentindo seguros na unidade prisional e solicitaram transferências para outros presídios.

Após o encerramento da rebelião, os presos foram encaminhados para viaturas da unidade prisional e serão levados para o Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, serão direcionados ao Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão. A Perícia também foi acionada para analisar a sala onde ocorreu a rebelião.

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